Oi flores,

Hoje vim falar de um exame que é pouco conhecido, mas muito importante!! É o exame que informa a reserva ovariana da mulher, o Anti-Mulleriano.




O hormônio Anti-Mulleriano (HAM) é um marcador da reserva ovariana usando

técnicas de reprodução assistida com o objetivo de predizer a resposta inadequada à estimulação ovariana controlada. Também pode ser útil na predicao da hiper-respostas em paciente com síndrome dos ovários policiticos e colaborar para individualizar protocolos de estimulação mais adequados ao perfil de cada paciente e para o sucesso final do tratamento. Existem outros marcadores da reserva ovariana, como: contagem de folículos antrais (CFA); hormônio folículos estimulante (FSH), Estradiol (E2) e Inibina B.



O que é esse novo exame?    Um exame de sangue simples dosa a quantidade do hormônio antimulleriano (HAM) no corpo da mulher. Deve ser feito entre o segundo e o quinto dia do ciclo menstrual. O HAM é produzido pelas células que recobrem o folículo e é capaz de mostrar ao médico o estoque de células germinativas, além da qualidade de óvulos estocados. Por isso, é considerado um marcador da fertilidade feminina. É o primeiro exame que mostra isso com clareza.



Onde se pode encontrar esse teste?   Em laboratórios particulares das principais capitais. Ainda não há no sistema público de saúde, mas acredito que isso é apenas uma questão de tempo, já que é um teste simples. Qualquer seguro-saúde cobre os custos desse exame.




O teste prevê quanto tempo de vida fértil a mulher terá?  Em termos. Hoje, o que podemos afirmar com certeza é se a mulher tem um bom estoque de óvulos e, principalmente, se são de boa qualidade. Se ela tem 30, 31 anos, isso dá uma garantia de que ela tem boas chances de engravidar nos próximos dois, três anos - considerando que não tenha nenhum outro problema relacionado à fertilidade, como algo nas trompas ou no útero. Agora, se ela tem mais de 35 anos, não existem essas garantias, porque a partir dos 37 anos a quantidade de óvulos se reduz drasticamente.



Que conselho o senhor daria, então, para uma mulher que tem 30 anos e quer engravidar em dois, três anos?  Se o exame mostrar que ela tem uma boa quantidade de óvulos, eu diria que tudo bem esperar dois ou três anos para tentar ter um filho. Quantificar os óvulos e o número de anos que a mulher pode esperar para engravidar com precisão é o passo seguinte desse teste. Mas isso está em fase de pesquisa.



      
E se a mulher quiser esperar mais? Pode congelar os óvulos, por exemplo?        Eu não daria esse tipo de conselho para as mulheres em geral. Tanto o congelamento de óvulos quanto o de tecido ovariano ainda estão em fase de teste. A chance de gravidez nesses casos é de apenas 15%. São técnicas em estágio ainda muito inicial. Só recomendo para aquelas que vão passar por um tratamento de quimioterapia, que são jovens mas sabem que podem ficar inférteis.



Atualmente, as mulheres têm mais problemas de fertilidade?   Sim, porque hoje elas privilegiam a carreira, estudam mais anos e postergam a maternidade o máximo possível. Muitas deixam para ter filhos depois dos 35, quando a probabilidade de engravidar diminui drasticamente. Além disso, as mulheres mudaram o comportamento em relação ao sexo e ao casamento. Há duas décadas era comum que elas perdessem a virgindade no casamento, que acontecia bem mais cedo, por volta dos 19, 20 anos. Hoje, elas têm múltiplos relacionamentos antes do casamento e nem todas se protegem com preservativo. Isso aumenta o risco de infecções e de doenças sexualmente transmissíveis. O segundo problema mais comum entre elas é a Chlamidia - o primeiro é o HPV, mas que não tem relação com a fertilidade. É uma questão séria, pois 80% das contaminadas não têm sintomas e, dessas, 50% apresentam lesões infecciosas nas trompas causadas pela Chlamidia. E isso, sim, reduz a fertilidade (leia quadro "Os maiores inimigos de quem quer ser mãe").
 


Fontes:
Reprodução & Climaterio
Revista Criativa



Nesse mundão de tentantes é comum ouvir: "Minha menstruação atrasou! Será que estou grávida?"
Mas infelizmente nem todo atraso é gravidez... A causa pode ser outra.

 
Além da gravidez, outras situações podem ser a causa desse atraso. Baixo peso, obesidade, síndrome dos ovários policísticos, alterações nos hormônios da tireoide, estresse, ansiedade, excesso de exercícios físicos, alguns medicamentos, tumores, má alimentação, anemia, depressão, estão entre os muitos motivos que podem causar o atraso da menstruação.
 
Os problemas hormonais, podem causar o atraso do ciclo e causar irregularidades no volume do sangramento, na duração e nos sintomas que frequentemente aparecem na TPM mas que podem estender pelo resto do ciclo, como inchaço por exemplo. Outra irregularidade é o sangramento com aspecto de borra de café. É muito importante que a mulher conheça seu corpo e monitore seu ciclo, anotando em uma agenda o inicio da menstruação a cada mês, pois assim fica mais fácil detectar qualquer alteração ou problema que venha a ocorrer.
 
Como é o tratamento do atraso menstrual?  Se o motivo do atraso não for gravidez, o melhor é consultar o seu ginecologista para fazer um exame clínico e pedir exames específicos. Para cada diagnostico, terá um tratamento.