A Síndrome de Hellp, é pouco conhecida, pouco falada no mundo obstétrico e com difícil diagnóstico e pode causar a morte da mãe e do bebê.

É chamada de síndrome porque envolve um conjunto de sinais e sintomas e Hellp, em razão da abreviação dos termos em inglês que querem dizer: H hemólise (fragmentação das células do sangue); EL (elevação das enzimas hepáticas) e LP (baixa contagem de plaquetas).

As plaquetas são células que auxiliam na coagulação sanguínea, por isso um dos sintomas dessa síndrome é a hemorragia. Normalmente a síndrome ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia.



Sintomas:

Os sintomas e sinais desta síndrome,  podem ser confundidos com o quadro de pré-eclâmpsia grave, ou seja, aumento de pressão arterial e inchaço. Quando o quadro se agrava, resulta em edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo levar a morte materna e do bebê.

Mulheres que sofrem de doenças crônicas do coração e rim e pacientes com lúpus, doenças autoimune e diabetes têm mais predisposição para desenvolver a síndrome. Infelizmente não existe meios para evita-la, sendo que somente as mulheres que já desenvolveram essa síndrome, ao engravidarem novamente, poderão se prevenir para diminuir o risco.

Quando a doença é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos, o tratamento indicado é interromper a gestação, independente da idade gestacional. Para manter o peso controlado, fazer uma dieta adequada e ter vida saudável é o melhor a ser feito. O pré-natal vem assistido é importante para detectar qualquer alteração na saúde da mãe e do feto precocemente e tomar as medidas para evitar que o quadro evolua para um estado grave.




Fontes:
 * Guia do bebê 
 
 
 
 


Um dos maiores avanços da medicina nas últimas décadas foi o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida. A FIV (Fertilização In Vitro) foi o que mais contribui para que milhares de casais pudessem realizar o sonho de ser pais.

O nascimento do primeiro bebê de proveta ocorreu em 1978, na Inglaterra. Inicialmente o método estava indicado apenas para mulheres com problemas nas trompas. Se no início a chance de gravidez era muito pequena, hoje contamos com taxas de gestação bem maiores, mas que ainda não ultrapassam, nos casos mais favoráveis, índices de 50 a 60% por tentativa. Mas, dependendo dos fatores como a idade da mulher ou o grau de severidade do problema, os índices de sucesso são inferiores a 10%.

Muitos casais têm a felicidade de engravidar em uma primeira fertilização. No entanto, alguns precisam repetir o tratamento e, as vezes, é necessário fazer várias tentativas até o bebê chegar.  Quando o tratamento dá certo, tudo é alegria. Mas, e quando não deu certo, o que pensar?? Não é fácil passar por um tratamento que geralmente é desgastante fisicamente, financeiramente e, sobretudo, emocionalmente para depois se defrontar com um resultado frustrante. 

Se tudo o que foi orientado foi feito, por que não engravidei? Sem duvidas esta é a primeira pergunta que vem à tona. Tão frustrante quanto o tratamento não dar certo é não ter uma explicação convincente de por que o tratamento não deu certo.

No centro de pesquisa e reprodução humana Nilo Frantz tanto a perda de uma gestação inicial quanto o insucesso de uma tentativa de FIV são amplamente investigados. O objetivo desta pesquisa é identificar o motivo pelo qual o casal teve um desfecho gestacional mal sucedido, tentando assim evitar a repetição da dolorosa experiência.  Dentre as causas mais comuns que levam a falhas na FIV, temos:



Alterações Imunológicas:
Existe um grande numero de anormalidades no funcionamento do sistema imunológicos que podem impedir a implantação de embriões no endométrio. Através de exames de sangue pode-se diagnosticar essas alterações.
Depois da investigação, frequentemente são diagnosticadas elevações nos níveis de células natural killers (NK) ou em anticorpos do tipo anti-fosfatidilserina, anti-cardiolipina, anti-tireoglobulina, entre outros. Além da síndrome anti-fosfolípides, mutações em gens como o MTHFR, da protrombina e do fator V de Leiden que também podem ser avaliados. Os tratamentos variam desde o uso de comprimidos de acido fólico, prescrição de corticoides, até a necessidade de uso diário de injeções subcutâneas de enoxaparina sódica(anticoagulantes). Em alguns casos, pode ser indicada a administração de imunoglobulina humana endovenosa e de imunizações com linfócitos paternos (ILP).


Alterações Uterinas:
Através de exames como ultrassom transvaginal de alta resolução, a histerossonografia, a ressonância, a histerossalpingografia e a histeroscopia é possível diagnosticar e tratar problemas que levem às falhas de implantação embrionária. Anormalidades como endometrite, pólipos endometriais, miomas submucosos ou sinéquias podem ser identificadas e tratadas.


Alterações Cromossômicas e Genéticas:
Significativo percentual dos embriões gerados, seja naturalmente, já mediante tratamento, apresenta anomalias em seus gens ou cromossomas, o que acabar por impedir o desenvolvimento de uma gestação normal. Sucessivos abortamentos ou repetidas falhas em FIV podem ser decorrentes deste tipo de alteração. Além da analise por cariótipo do homem e da mulher, pode ser feito estudos do material nos casos de abortos, o diagnostico genético pre-implantacional (PGD/PGS) e o array-CGH, podem rastrear alterações cromossômicas e genicas no estagio embrionário, antes mesma da implantação no útero da mãe.
O método array-CGH, está permitindo revelar milhares de alterações gênicas. Algumas começam a ser descobertas e descritas na literatura medica somente agora. Analiza embriões no estagio de blastocisto (5 º dia após fertilização in vitro) e exclui alterações gênicas imperceptíveis no estudo do cariótipo, elevando assim a taxa de gestação para até 60% por tentativa.



Alterações na qualidade dos gametas (Óvulos e Espermatozoides):
A qualidade dos gametas femininos e masculinos influencia diretamente nas taxas de gravidez. O embrião é resultado da fusão destas duas células germinativas. Basta uma ser alterada para não ocorrer a fecundação ou haver o desenvolvimento inicial de um embrião que não resultará em gestação evolutiva. 
No caso dos óvulos, verifica-se com o passar da idade o aumento no percentual de anômalos. Tal queda na qualidade se acentua após os 35 anos. Mas, mesmo mulheres jovens podem ter problemas desta ordem. Fatores agravantes são o tabagismo, o uso de drogas, o contato com substancias químicas toxicas e uma alimentação inadequada.
No caso do homem, verifica-se o espermatograma uma parcela significativa de distúrbios na quantidade, na motilidade e na morfologia dos espermatozoides. Exames como o teste de fragmentação do DNA espermático, podem quantificar se há ou não um comprometimento acentuado na cromatina.







Fonte: Nilo Frantz


  



Oi flores,

Pra mim os dias estão sendo MUITO difícil.
Vou resumir o que aconteceu.

Em 2010 , depois de 2 anos tentando engravidar naturalmente, decidi procurar ajuda com um médico especialista em reprodução humana. Então depois de muitas pesquisas me consultei com a Dra. Altina Castelo Branco, uma médica maravilhosa por sinal.

Ela me passou vários exames, inclusive a histerossalpingografia. Fiz todos os exames e minha trompa direita era inclinada para cima, então ela me disse que teria que fazer uma videolaparoscopia para correção da mesma e  me indicou 3 ginecologistas para consultar e marcar a cirurgia. 

Em junho de 2011 fiz a minha vídeolaparoscopia, onde foi diagnosticado a endometriose e onde ele colocou a minha trompa no lugar em que ela deveria está.

Em julho voltei pra médica para iniciar os tratamentos para engravidar, então ela me passou 3 ciclos com o Indux acompanhado com ultrassom, mas infelizmente todos os ciclos foram  negativos!


Em janeiro de 2012 decidimos fazer um coito programado na clínica dela, na Nascer. Fizemos com o uso de Puregon 300UI e Ovidrel, mas também foi negativo.

Foi quando em setembro de 2012 ela me ligou, perguntando se eu  queria ser doadora de óvulos e ter um desconto para fazer a minha FIV. É lógico que eu aceitei. Fiz todos os exames pré-requisitos para a doadora e estava tudo certinho comigo.  Era só achar a receptora compatível comigo e iniciar o tratamento.

Em dezembro me ligaram e fui informada que iria começar meu tratamento em breve e teria que iniciar com o uso de Gonapeptyl. Fui na clínica no dia 31/12 e peguei a minha medicação e iniciei o uso conforme foi  prescrito pela médica.  Então os dias  se passaram e só iniciei com o uso dos indutores no ciclo de janeiro. Tudo estava ocorrendo bem!!

No dia 02/02 fiz a punção dos óvulos. Tive 20 óvulos de ótimas qualidades!! Foram 10 pra mim e 10 pra receptora. Meus óvulos foram fertilizados no mesmo dia e se transformaram em 9 embriões de ótimas qualidades.  Minha transferência ficou marcada para o dia 05/02, onde transferi 02 embriões. Foram 14 dias de espera para o beta e no dia 18/02 peguei meu positivo.

Foi um sonho realizado!! Estava vivendo a graça de ser uma futura mamãe...

Mas meu sonho durou pouco e com 8 semanas o coração do meu baby parou. Ele tinha os batimentos cardíacos baixo (Bradicardia).  Então fui encaminhada para fazer uma curetagem de urgência, pois meu útero estava fechado. No dia 20/03 me internei e fiz a curetagem no dia 21/03 e a  tarde tive alta médica. Depois do pesadelo que passei decidi cuidar um pouco de mim, pra depois fazer outra tentativa.

Em julho de 2013 voltei pra médica e decidi fazer uma TEC (Transferência de embriões congelados), iniciei com a Primogyna 2mg e acompanhei o ciclo com ultrassom, no dia 01/08 foi aniversário e no dia 02/08 transferi 02 embriões, depois de 14 dias de espera peguei meu negativo, isso mesmo... Foi negativo.
Precisava me recompor, tanto emocionalmente, quanto financeiramente... Pois mesmo sendo doadora de óvulos a pessoa gasta horrores com medicamentos, congelamento e descongelamento. Então conversei com a médica e decidimos em acordo fazer o tratamento com o Allurene por 4 meses e em janeiro retomar com outra TEC. 

O tratamento com o Allurene foi ótimo pra mim, reduziram quase 100% dos meus sintomas da endometriose, fiquei apenas com pequenos escapes. 4 meses se passaram e as esperanças foram aumentando...

Em janeiro de 2014 voltei pra médica e estávamos esperando apenas descer a menstruação para iniciar minha 2ª TEC. A menstruação desceu e iniciamos o tratamento... No dia 31/01 transferimos 03 embriões de ótimas qualidades e ficamos os 14 dias esperando pro exame, os sintomas eram evidentes, sem contar a sensação boa... Mas infelizmente foi outro negativo. Fiquei arrasada, desconsolada!! Pois sentia que tinha chegado a minha hora.

Agora estou pra me consultar com um especialista em endometriose pra saber como ela está, pois já fazem quase 3 anos que me operei. E também investigar algumas causas de eu não ter engravidado em nenhuma das TEC's!  E depois fazer minha ultima tentativa com os 2 últimos embriões congelados.

Peço orações por mim, pois esta luta vem me consumindo de uma maneira que esta esgotando minhas forças! 

Beijos 



O processo de Injuria Endometrial é habitualmente feito no ciclo anterior ao tratamento.Nesse procedimento utiliza-se um cateter de biópisia de silicone, fino (3 mm de espessura), macio e flexível (pipelle de Cornier) que é semelhante ao cateter de transferência embrionária ou inseminação intra-útero. É um processo rápido e indolor. Na maioria das vezes não ocorrem cólicas ou sangramentos, mas se houver serão de pequena intensidade e a realização do procedimento dura menos que um minuto.Esse tipo de procedimento pode trazer melhores chances de sucesso em se obter uma gravidez. A realização de injúria endometrial já está disponível em várias clinicas  sendo programada a sua execução previamente ao início da indução da ovulação, ou seja, no final do ciclo anterior à estimulação ovariana com gonadotrofinas.


Pesquisas pioneiras de Barash em 2003 demonstrou que a injúria endometrial, usando um cateter de biópisia, resulta em um elevado índice de gestação. Esses pequenos traumas no endométrio aumentam os índices de gestação pois promovem liberação de diversos mediadores químicos como LIF, interleucinas, CSF, histamina, fatores de crescimento, citocinas e outros. Existem publicações recentes que demonstram que a IE duplica ou até mesmo triplica as chances de obter uma gestação.
 
Também pode-se recorrer à injeção intra-uterina do fator estimulante de colônias de granulócitos (G-CSF) durante o processo de estimulação ovariana, sendo que esse procedimento é indolor, simples e sem efeitos colaterais.
Tem sua indicação primordial em casos de falhas de implantação embrionária e em situações de mau desenvolvimento endometrial durante o processo da fertilização in vitro. A vantagem desse método é que a sua utilização pode ser feita durante o ciclo de tratamento sem interferência na resposta ovariana às medicações e sem necessidade de programação prévia. Porém pode se outra opção mesmo para casos rotineiros.
 
 
O fator estimulante de colônias de granulócitos identificado em 1983, é importante em todo processo reprodutivo, parecendo ser essencial para a implantação do embrião. Quando colocado diretamente dentro do útero estimula a produção de leucócitos o que promove uma melhor aderência do trofoblasto (células do embrião e futura placenta) na parede endometrial. Tem sido utilizado para mulheres com desenvolvimento endometrial pequeno ( endométrio fino) e mais recentes para casais com falhas repetidas de implantação em ciclos de fertilização in vitro.