Pra quem fez ou vai fazer a FIV (Fertilização In Vitro) e passa pelos 14 dias de espera para o beta HCG, fica pensando, o que será que está acontecendo com meus embriõesinhos??

Então decidi fazer um post sobre o desenvolvimento dia-a-dia dos embriões  de 3 dias e dos blastocistos.


Transferência de embriões D3 (3º dia)

* 1º dia: O embrião continua a crescer e desenvolver-se, evoluindo de um embrião de 6-8 células para uma mórula.
* 2º dia: As células de mórula continuam a se dividir-se, evoluindo para um blastocisto.
* 3º dia: O blastocisto começa a eclodir para fora da casca.
* 4º dia: O blastocisto continua a eclodir para fora da casca e começa a se fixar no útero.
* 5º dia: O blastocisto penetra profundamente na camada do útero, iniciando a implantação.
* 6º dia: A implantação continua.
* 7º dia: A implantação está completa. As células que eventualmente formarão a placenta e o feto começam a se desenvolver.
* 8º dia: O hormônio da gravidez (HCG - Heman Chorionic Gonadotropin) começa a entrar na corrente sanguínea.
* 9º dia: O desenvolvimento fetal continua e o hormônio HCG continua a ser secretada.
* 10º dia: O desenvolvimento fetal continua e o hormônio HCG continua a ser secretada.
* 11º dia: Os níveis de HCG são altos o  suficiente para detectar a gravidez.
* 12º dia: O dia do exame chegou!!! Dia do BETAAAA!!!



 
 Transferência de embriões D5 (Blastocisto)


Desenvolvimento embrionário
 * 1º dia: O blastocisto começa a eclodir de sua casca.
 * 2º dia: O blastocisto continua a chocar fora de sua casca e começa a juntar-se ao útero.
 * 3º dia: O blastocisto atribui mais fundo no revestimento do útero, iniciando a implantação.
 * 4º dia: Implantação continua.
 * 5º dia: Implantação é completa, as células que acabará por se tornar a placenta e o feto começaram a desenvolver.
 * 6º dia: O hormônio da gravidez (HCG - Heman Chorionic Gonadotropin) começa a entrar na corrente sanguínea.
 * 7º dia: Desenvolvimento fetal continua e hCG continua a ser segregado.
 * 8º dia: Desenvolvimento fetal continua e hCG continua a ser segregado.
 * 9º dia: Os níveis de hCG são já suficientemente elevada para detectar uma gravidez.


Espero que gostem e que ajude a aliviar, mesmo que um pouquinho, a ansiedade.

Fonte: http://www.nyufertilitycenter.org/ivf/embryo_transfer


O que é?
É a dilatação das veias do cordão que sustenta os testículos do homem.

* Pode ser classificada de acordo com o tamanho; pequena, média ou grande. Quando grande pode ter aspecto vermiforme (como se fosse um saco de minhocas).

* Pode ser apenas de um lado ou bilateral.



Quais as causas?

A varicocele  é causada quando o sangue venoso não flui adequadamente no plaxo pampiniforme. Isso faz que o sangue retroceda, causando inchaço e alargamento das veias. Ela se desenvolve lentamente, são mais comuns em homens entre 15 e 25 anos.

As alterações que ocorrem na varicocele levam a infertilidade.

* A elevação da temperatura escrotal e testicular pode alterar o funcionamento das células produtoras de espermatozoides.




Quais os sintomas?
Geralmente a varicocele só é descoberta por conta da infertilidade, dor escrotal ou aumento do volume escrotal.

* A grande maioria dos portadores de varicocele não tem infertilidade. Mas em alguns casos poderá ser a causa mais importante da redução da qualidade e quantidade dos espermatozoides no sêmen.



Exames a ser feito:

O médico fará um exame clinico, analisando o escroto e os testículos. Mas para o diagnostico mais preciso poderá ser feito uma ultrassom dos  testículos, espermograma com cultura e dosagem hormonal.


 
Varicocele tem tratamento?

Sim, o tratamento é feito de acordo com grau da doença. Após os exames é feito a avaliação do fertilidade do paciente.

Em casos que não tem queixas, nem perda da quantidade e qualidade dos espermatozoides, aconselha-se fazer acompanhamento medico a cada 6 meses.

Já nos casos onde há queixas do dor, deformações ou perda dos espermatozoides, aconselha-se tratamentos, como: cirurgia, terapia sintomática, suspensório escrotal e analgésicos.



Cirurgia:

A cirurgia é realizada  sob anestesia peridural ou raque, onde através de uma pequena incisão, por onde se acessam os vasos varicosos. Tem por objetivo interromper o fluso das veias responsáveis pelo refluxo venoso para o plexo pampiniforme.

A varicocelectomia pode ser realizado por:

* Cirurgia aberta com acesso (Suprainguinal, Inguinal e Infrainguinal)
* Laparoscopia
* Embolização
* Aparelho para hipotermia testicular



Pós-Operatório:

O acompanhamento é realizado trimestralmente com exames clínicos e espermogramas até um ano pós-operatório, pode ocorre até 80% de melhora.



Fonte: Prontuario Idmed

 


A miomectomia é uma cirurgia para retirada de miomas uterinos (fibromas), preservando o útero, existem três (03) maneiras de se realizar a miomectomia, por: laparotomia, laparoscopia e videohisteroscopia.


Miomectomia por laparoscopia: A laparoscopia é indicada em casos de pequenos números de miomas, não volumosos e intramurais, subserosos e pediculados. São realizadas de 3 a 4 pequenas incisões menores que 1cm na parte abdominal, por onde passam uma microcâmera e os instrumentos necessários para remoção do mioma.
A laparoscopia é indicada também para tratamento de outras doenças, como: cistos ovarianos, endometriose e comprometimento das trompas de falópio. Procedimento realizado com anestesia geral, em ambiente hospitalar.
 
 
 

 
 
Miomectomia por Videohisteroscopia: É indicada para os miomas submucosos. Antes do procedimento, necessita-se de uma videohisteroscopia diagnostica para uma investigação previa da cavidade uterina para ter um diagnostico mais precisa. O medico introduz um estereoscópico pela vagina e retira o mioma, sem a necessidade de cortes.  Procedimento realizado com anestesia geral, em ambiente hospitalar.
 
 
  


Miomectomia por laparotomia: A cirurgia é semelhante a uma cesariana, onde é necessário realizar um corte na região da pelve até o útero, permitindo a retirada do mioma. Procedimento realizado com anestesia geral, em ambiente hospitalar.




Fontes:
* Eveline Linhares
* Henrique Elkis



 


É um tumor benigno de musculo uterino que cresce dentro ou fora do útero e varia de tamanho, pode alterar o formato do órgão à medida que se desenvolve, provocar ou não sintomas e exigir acompanhamento clinico ou intervenção cirúrgica.


Tipos de miomas: Existem 3 tipos de mioma uterino, eles podem desenvolver-se dentro, fora, dentro da cavidade uterina ou entre as paredes do útero.
Eles podem ser classificados em 3 tipos: subserosos, intramurais ou submucosos.

  • Mioma Subseroso: Se localiza na parte de fora das paredes do útero e é nutrido por um vaso sanguíneo (pedículo vascular).
  •  Mioma Intramural: Se localiza entre as paredes do útero.
  • Mioma Submucoso: Se localiza na parede interna do útero, podendo afetar o endométrio.


* Os miomas submucoso interferem na fertilidade e nos distúrbios da menstruação.



Causas: A causa do mioma é desconhecida. Mas a progesterona e o estrogênio ajuda o  desenvolvimento do tumor. Tanto que no período da menopausa, com a queda na produção dos hormônios, o mioma encolhe e pode até desaparece. Na gravidez, ele pode aumentar, por conta do alto nível de progesterona e estrogênio.
Os fatores de risco são: Idade, histórico família, étnica e obesidade.


Sintomas:  
  • menstruação irregular - forte e por períodos prolongados - o que pode levar à anemia;
  • cólicas;
  • Aumento do volume abdominal;
  • sangramento fora de hora (entre uma menstruação e outra);
  • dores (abdominais, pélvicas e na relação sexual);
  • problemas urinários (vontade mais frequente de urinar, infecção do trato urinário, cistite, infecção dos rins

* Há mulheres que não apresentam sintomas, descobrindo o mioma apenas em um exame de rotina.



Diagnostico:  Pode ser detectado no exame de toque ginecológico de rotina, quando altera o tamanho do aumento do útero ou o seu relevo. A ultra-sonografia transvaginal é o exame indicado para a confirmação do diagnóstico. Ele revela a quantidade de miomas, a localização e o tamanho de cada um.


Tratamento:  Não existe um medicamento que o faça desaparecer. Algumas drogas conseguem impedir o seu crescimento ou até reduzir o seu tamanho temporariamente, mas como elas causam efeitos colaterais fortes e não podem ser usadas por mais do que três a quatro meses, o mioma volta a crescer com a interrupção do tratamento.

Quando o mioma se desenvolve e produz sintomas as opções de tratamento são:
  • Uso de medicação ou pílula anticoncepcional
  • Intervenção não-cirúrgica como a embolização da artéria uterina (técnica indicada para adiar ou não fazer a cirurgia).
  • Cirurgia para retirada do mioma e, nos casos graves, de retirada do útero (histerectomia).
O tratamento cirúrgico do mioma uterino é considerado de acordo com as características de cada caso e a idade da paciente. A decisão leva em conta além do desejo de uma futura gestação, o tamanho, a localização e o número de miomas. A conduta cirúrgica pode ser conservadora, quando apenas o mioma é retirado (miomectomia) ou radical, quando inclui a histerectomia. A cirurgia radical envolve a retirada do corpo uterino doente, apenas, com a preservação do colo do útero. O procedimento conserva intactos os elementos de fixação da cavidade uterina bem como a vascularização e inervação da parte alta da vagina (cúpula) e do assoalho da bexiga e não afeta a sensibilidade ou condição da mulher, do ponto de vista da prática sexual.


Fontes:
* Sogesp
* Tua Saúde


Olá meninas,



Iniciei uma dieta para emagrecer uns quilinhos, pois estava muito gordinha, rs... Depois de 4 anos fazendo tratamentos para engravidar, usando: progesterona, indutores, corticoides e hormônios, depois de 3 coito programados, 1 FIV e 2 TECs, foram 30 kg ganhos, isso mesmo, 30 kg!!!


Então, visando minha saúde e minha aparência física, decidi emagrecer, até porque pretendo engravidar logo.



 Cortei da minha vida: Massas em geral, óleos, frituras, carne gorda, doces em geral, raízes (tipo: macaxeira, mandioca, aipim, batata doce, inhame), derivados de glúten, refrigerantes e queijos gordo.

Me alimento de: Frutas, verduras, legumes, arroz integral, sucos em geral, derivados de leite desnatado, queijo branco e MUITA água.

Importante: Cortar 80% do sal que você usa, por conta da retenção de liquido e usar adoçante em vez de açúcar.


Faço um acompanhamento com uma esteticista, onde faço: Drenagem linfática, Corrente russa, Mesoterapia, Photon Dome e tratamentos para flacidez.

E para ajudar faço 5km de caminhada e corrida, no parque e 1h de jump em casa mesmo.

Iniciei minha dieta na semana do carnaval, no dia 25/02/2014, e consegui eliminar 18kg. Ainda falta 12 kg pra eu ficar no meu peso ideal, atualmente estou com 76kg e pretendo ficar com 65kg antes de fazer qualquer outro tratamento para engravidar.

Ainda estou na luta pra emagrecer esses quilinhos extra... rs
Depois mostro o resultado pra vocês!! Beijos



Então, vamos nos cuidar, pra ter uma gravidez saudável e xô gordurinhaaaa!! :D



Como muitas sabem passei por 1 FIV e 2 TEC's e esse tratamento (FIV)  é muito doloroso, mexe com nosso emocional, psicológico e financeiro.
 
Há uma semana, uma amiga que tinha feito 2 FIV's pra conseguir engravidar, estava grávida de 21 semanas e perdeu sua princesinha. Pensando nisso, nós decidimos criar uma campanha para ajuda-la a realizar seu sonho de ser mãe, pois ela não tem condições financeiras de fazer outra FIV.



Segue o depoimento dela:


"Minha história é a seguinte, sempre quis ser mãe, me casei com 21 anos em 2001 e desde então nunca havia engravidado, porém em 2010 comecei a investigar as possíveis causas, pois até aí eu achava normal o bb não ter vindo ainda. Fiz vários exames e a principio davam todos normais, com meu esposo deu tudo Ok.
Fiz a Histerossalpingografia e nela descobri a causa da minha infertilidade, tenho trompas enroladas e posicionada pra cima, e seria impossível uma gravidez natural. Fui em 3 médicos especialistas em reprodução humana e todos eles falaram que só engravidaria com uma FIV.
Em outubro 2013 fiz minha primeira FIV coloquei 2 embriões classe A mas infelizmente tive meu primeiro negativo, chorei muito, pensei até que não seria digna de ser mãe. 
Daí em novembro decidi fazer a ultima tentativa pois não teria mais dinheiro pra tentar novamente, coloquei 3 embriões classe A, e para a honra e gloria de Deus consegui minha bonequinha, estava radiante, cada semana era uma comemoração, com 21 semanas comecei a sentir dores nas costas, fui a emergência e lá fui informada que essas dores eram normais e que era o peso do bb.
Ele me passou dipirona pra dor, eu até debati com ele sobre a dipirona, porém ele disse que era isso mesmo, eu acreditei e confiei afinal ele era o "médico" né. Uma semana depois comecei a sentir as dores mais intensas e o remédio não fazia mais efeito.
Senti muita dor, parecia que meus ossos estavam se quebrando todo, fui pra emergência e já estava perdendo muito liquido e saia uma secreção grossa parecendo catarro verde, o medico que me deu o toque disse que ja estava com 4,5 cm de dilatação, tentou ouvir o coraçãozinho dela mas foi em vão.
Eu só sabia chorar e chorar e pedia a Deus que ela viesse com vida, mas infelizmente ela já tinha nascido morta. Isso tem uma semana e 1 dia. A médica disse que poderia ter sido vários fatores, entre ele, infecção, má formação ou uma IIC, mais por ser um aborto tardio era mais provável ser ICC. Ainda sofro muito com a perda, e não tenho condições de tentar mais uma vez." 

A campanha tinha iniciado no grupo Coisas de tentante no Facebook e também na página da Soraia Costa, agora decidi compartilhar aqui no blog.


Dados para depósito:

Banco Itaú
Agencia: 3261
Conta poupança: 00775-5 /500
Nome: Rodrigo Borges Teixeira
CPF: 104.177.307-21


Muitas sabem o alto custo para fazer um tratamento de reprodução humana, então vamos ajuda-la a realizar o sonho dela, qualquer valor já ajuda, caso você não possa fazer uma doação, ajude-a em orações!



O endométrio é  a camada interna do útero, uma região muito vascularizada e cheia de glândulas.  É no endométrio que acontece o sangramento da menstruação.

A adenomiose é a presença de glândulas e tecido endometrial dentro do músculos que forma o útero, no miométrio. Na adenomiose, tova vez que a mulher menstrua, há sangramento na camada muscular do útero, causando irritação na mesma.

As causas ainda são desconhecidas,  algumas teorias sugerem que a doença tenha origem congênita, como se fosse uma má-formação do útero, pode ser uma doença adquirida ao longo da vida ou provocada por lesões no útero por conta de cirurgias.


 
 
Endométrio X Miométrio


Endométrio: É a parede interna do útero, é nela que o embrião se implante e onde se forma a placenta. Durante o ciclo menstrual, o corpo prepara o endométrio para uma possível gravidez, 7 dias antes da ovulação ocorrer, através de estímulos hormonais, o endométrio se transforma, ficando mais espesso e mais vascularizado, pronto para receber o embrião.  Se o ovulo não for fecundado, os hormônios para a proliferação do endométrio cessam e toda aquela parede espessa desaba, ocorrendo  a menstruação.
 
Miométrio: É a camada do útero onde só há musculo. Ele é responsável pela contração uterina durante o parto. Na menstruação, o miométrio também se contrai, ajudando a expulsar os restos de endométrio que desabou. Intensas contrações do miométrio são a causa das cólicas menstruais. 
 


Adenomiose  X Gravidez

Estão relacionadas pelo fato da doença causar a infertilidade, devido a dificuldade de fixação do embrião no útero. Quem tem a doença PODE engravidar! Geralmente ela é descoberta após uma gravidez devido ao estiramento uterino ou através de traumatismos no útero como curetagens e cesarianas.
A doença pode trazer riscos de aborto, por isso deve ter um acompanhamento com o ginecologista após descobrir a gestação.



Adenomiose X Endometriose

São doenças diferentes, porém estão relacionadas. A diferença é que a Endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero, já a Adenomiose o crescimento do tecido endometrial é dentro da parede uterina.


Tipos de Adenomiose

* Adenomiose Localizada: Caracterizada pela presença de glândulas e de tecido endometrial localizado em uma determinada região do útero.
* Adenomiose Difusa: Caracterizada por varias glândulas e tecidos endometrial espalhados por toda parede uterina. 

A Adenomiose pode ser classificada em: Superficial, Intermediaria e Profunda.



Sintomas

* Aumento do útero, causando inchaço abdominal
* Cólicas menstrual intensa
* Infertilidade
* Aumento do fluxo menstrual
* Prisão de ventre / Dor ao evacuar
* Aumento do fluso menstrual

Obs.: Algumas mulheres podem não apresentar os sintomas da doença.



Diagnóstico

Pode ser feito através da observação dos sintomas, mas só é confirmado com exames de imagens, ultrassom transvaginal, ressonância magnética da pelve e histeroscopia diagnostica.



Tratamento

Pode ser feito de acordo com os sintomas da doença.
* Uso de anticoncepcional com progesterona
* Analgésicos ( Para alivio da dor)
* DIU
* Implante Subcutâneos
* Laparoscopia
* Histerectomia total (Retirada do útero)  



Fontes

* MD Saúde
* Tua Saúde



 


TROMBOFILIAS HEREDITÁRIAS

Resultam da deficiência de componentes que fazem parte do sistema de coagulação. Estão associadas com o tromboembolismo venoso e adversidades durante a gravidez. Estão incluídos nesta categoria:

- Fator V de Leiden
- Mutação do gene da protrombina (fator II- G20210A)  
- Deficiência da Antitrombina III  
- Deficiência da proteína C
- Deficiência da proteína S
- Mutação do gene da metilieno tetrahidrofolato redutase – C677T - (MTHFR)
- Aumento do fator VIII (estudos recentes)
- Aumento dos fatores IX e XI (estudos recentes)
- Fator XIII (Fator XIII Val-34-Leu) – estudos recentes
Polimorfismo no gene beta-cistationina sintetase
- Hiperhomocisteinemia
ESTUDO DO POLIMORFISMO 4G/5G DO PAI-1 (exame recente)
- Níveis elevados do Fator de von Willebrand (F vW) – ainda em estudo




TROMBOFILIAS ADQUIRIDAS

- Anticoagulante lúpico
- Anticorpos anticardiolipina
- Anticorpos antifosfatidilserina   
- FAN (fator antinuclear)
-  Anticorpos anti- beta-2-glicoproteína 1
- Anti-fosfatidil-etanolamina



O que é Ovodoação?
 
Ovodoação consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos; mulheres com idade avançada, que tiveram diminuição do seu potencial de fertilização; ou mulheres que são portadoras de genes determinantes de doenças severas.
 
Os casais receptores são formados por mulheres que não respondem adequadamente aos medicamentos indutores da ovulação ou perderam os ovários em cirurgias, quimioterapia ou radioterapia ou entraram na menopausa precocemente ou por serem portadoras de doenças genéticas e não querem correr o risco de transmitir aos seus filhos. 
   
O custo do tratamento e financiado pelo casal receptor, cujo valor é muito próximo do que pagariam por um ciclo de FIV normal e pelos medicamentos utilizados pela doadora até a data do teste de gravidez.  A partir desta data o casal doador assume os custos dos medicamentos, que são de baixo valor. 
 
Os doadores ficariam com um número suficiente de óvulos para ter um tratamento de FIV adequado o restante dos óvulos seria doado para os receptores, o que permite que os dois casais tenham as mesmas chances de engravidar.
 
Os casais permanecem sempre com suas identidades preservadas incógnitas entre eles. Existe um termo de consentimento informado que regulamenta e informam ambos os casais das normas a serem cumpridas pelos mesmos.
   

Quais são as regras para a ovodoação?

* A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vende óvulos (nem espermatozoides); 
Os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente será mantido o sigilo e o anonimato. A legislação não permite doação entre familiares;

* As clínicas especializadas mantêm de forma permanente um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física), exames laboratoriais que comprovem sua saúde física e uma amostra celular.

*A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e na máxima compatibilidade entre doador e receptor (tipo sangüíneo etc).


Quem são as mulheres que podem doar óvulos?

As doadoras devem ter as seguintes características:
* Menos do que 35 anos de idade;
* Bom nível intelectual
* Histórico negativo de doenças genéticas transmissíveis;
* Teste negativo para doenças infecciosas sexualmente transmissíveis (hepatite, sífilis, Aids etc) e tipagem sangüínea compatível com a receptora.
* As doadoras devem ter entre 18 e 35 anos de idade.


Exames para a Doadora:

* Sorologia para sífilis.
* HIVI e II
* HTLV I e II
* Sífilis
* Chlamydea Trachomatis
* Hepatite B e Hepatite C
* Tipagem sanguínea ABO e Rh    
* Neisseria gonorréia (secreção vaginal)
* Ureaplasma urealiticum (secreção vaginal)
* Mycoplasma hominis (secreção vaginal)
* Bactérias aeróbias (secreção vaginal)
* cariótipo (análise genética)
* Ultrassom
* Histeroscopia
* Papanicolaou
* Exames hormonais (Sangue)
* Glicemia, colesterol, perfil renal e outros (se necessário)
* Avaliação psicológica e emocional
* Termo de consentimento assinado



Exames para o Parceiro da Doadora:

* Pesquisa de doenças infecciosas e DSTs: Sorologia para sífilis, HIV I e II, HTLV I e II, Hepatites B e C e outras (se necessário)
* Cariótipo para descartar problemas cromossômicos e translocações balanceadas
* Espermograma Completo
* Tipagem Sanguínea
* Avaliação psicológica e da compreensão do processo de ovodoação
* Termo de consentimento assinado
 


Exames para a Receptora:

* Sorologia para sífilis.
* HIVI e II
* HTLV I e II
* Sífilis
* Chlamydea Trachomatis
* Hepatite B e Hepatite C
* Tipagem sanguínea ABO e Rh 
* Ultrassom
* Histeroscopia
* Papanicolaou
* Mamografia (acima dos 40 anos)
* Exames hormonais (Sangue)
* Glicemia, colesterol, perfil renal e outros (se necessário)
* Avaliação psicológica e emocional
* Termo de consentimento assinado



Exames para o Parceiro da Receptora:

* Pesquisa de doenças infecciosas e DSTs: Sorologia para sífilis, HIV I e II, HTLV I e II, Hepatites B e C e outras (se necessário)
* Cariótipo para descartar problemas cromossômicos e translocações balanceadas
* Espermograma Completo
* Tipagem Sanguínea
* Avaliação psicológica e da compreensão do processo de ovodoação
* Termo de consentimento assinado




Como a Receptora escolhe a Doadora?

A clinica de reprodução humana costuma ter várias doadoras no aguardo para ser escolhidas. A receptora terá acesso ao questionário com todas as características físicas da doadora e uma foto dela quando criança. A tipagem sanguínea deve ser compatível no caso dos pais não quererem contar ao filho a maneira que foi gerado.

O termo de espera para encontrar uma doadora compatível é muito variável, visto que algumas etnias são mais raras dependendo da região do país e da tipagem sanguínea.



Quais são as regras para a doação de óvulos?

A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vendem óvulos, nem espermatozoides. Os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Tudo é mantido em total sigilo,  a legislação não permite doação entre familiares. 
 
As clínicas especializadas mantêm, de forma permanente, um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física) e exames laboratoriais que comprovem sua saúde física. A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e à máxima compatibilidade entre doador e receptor (tipo sanguíneo, etc.).
 


Fontes:

IPGO
CRHC


O que é endometrioma?


O endometrioma é um tipo de cisto no ovário, também é conhecido como cisto de chocolate, mais frequente nas mulheres com endometriose.


O endometrioma de ovário é consequência da endometriose no ovário, ele se forma por meio das células da parede do útero que se soltam e se prendem nos ovários. Estes cistos respondem ao estimulo hormonal do ciclo menstrual e crescem produzindo vários pequenos cistos que podem ocupar e ate mesmo substituir o tecido ovariano!

Estes endometriomas são preenchidos por um líquido semelhante a chocolate derretido. Caso esse cisto se rompa, o líquido pode se espalhar pelo órgãos da pelve e pode causar aderências neles e fortes dores.

Ele não interfere na qualidade dos óvulos, porém pode atrapalhar no desenvolvimento folicular e na ovulação.



Quais os sintomas da doença?

* Dor pélvica
* Cólicas fortes no período menstrual
* Dor durante as relação sexual
* Infertilidade



Como é feito o diagnostico?

* Pode ser feito por exame físico
* Exame de sangue: O CA125 pode ser feito para diagnostico de câncer nos ovários, da endometriose e também do endometrioma.
* Exames por imagem: Pode ser diagnosticado através da ultrassom pélvica e também por meio de uma ressonância magnética da pelve.



Como é feito o tratamento?

O tratamento do endometrioma depende da gravidade dos sintomas e do tamanho do cisto. Ele pode ser feito com o uso de remédios hormonais ( uso de análogos do GnRH, Zoladexou cirurgia (Videolaparoscopia), sendo esta mais indicada para os cistos com mais de 3 cm.




Endometrioma e Gravidez

O endometrioma pode dificultar a gravidez porque pode afetar o ciclo menstrual, reduzindo a maturação dos folículos e o número de óvulos. Após a cirurgia, para retirada do endometrioma, as chances de gravidez aumentam, mas por vezes é necessária a fertilização in-vitro.



Obs.:  O endometrioma não é câncer e existe uma probabilidade muito baixa de se transformar num câncer. No entanto, o endometrioma grave pode voltar a aparecer.



Fontes:

* GAPENDI
* Tua saúde


A ressonância magnética é um exame que obtém imagens dos órgãos em alta definição, através da utilização do campo magnético. É capaz de captar as imagens em qualquer plano: axial (horizontal), sagital (observa imagens de forma simétrica do lado direito e esquerdo) ou coronal (divide o corpo em partes, anterior e posterior), sem o paciente precisar se mover.

Estes exames de imagens tem se mostrado bastante eficazes no diagnóstico da endometriose, também pode-se avaliar os ovários, útero e lesões que possam estar presentes na pelve. 



Como o exame é realizado? E quanto tempo dura?

Durante o procedimento a paciente fica deitada, imóvel durante todo o exame. O exame pode durar de 20 a 30 minutos. Não causa dores, mais pode ser desconfortável, pois a paciente fica muito tempo imóvel.
Pode ser feito em qualquer dia do ciclo, ate porque as lesões de endometriose são crônicas em qualquer período do ciclo. Porém, é bom evitar o período menstrual, por conta das cólicas e dores.
O exame pode ser realizado sem problemas em pacientes virgens.



Do que se trata o protocolo de  endometriose para este exame?

Para a pesquisa da endometriose, deve-se seguir um protocolo de procedimentos, que consiste em realizar um prévio preparo intestinal e o uso de gel vaginal, que é colocado minutos antes do exame. Pode também ser utilizado o contraste.
A recomendação para o  preparo intestinal segue porque quando o intestino não está limpo, os gases e conteúdos fecais, podem atrapalhar nas imagens.  A utilização do gel vaginal serve para facilitar a visualização da vagina.



Como foi a minha experiência do fazer o exame?

Fiz o exame no 5º do ciclo, estava apenas com uma borrinha, tirei toda a minha roupa e coloquei a roupa da clinica, tirei relógio, brincos e aliança, ela me mandou  esvaziar a bexiga e injetar 2 seringas com gel na vagina minutos antes do exame.
Não senti incomodo nenhum quanto a realização do exame, só é chato pois tem que ficar imóvel por um longo tempo. O exame durou uns 20 minutos, não senti dor alguma, o meu foi realizado com a utilização de contraste.



Vídeo de como é feito o exame:


   

Fonte:
Eu tenho endometriose  


 



Oi flores,

Hoje vim falar de um exame que é pouco conhecido, mas muito importante!! É o exame que informa a reserva ovariana da mulher, o Anti-Mulleriano.




O hormônio Anti-Mulleriano (HAM) é um marcador da reserva ovariana usando

técnicas de reprodução assistida com o objetivo de predizer a resposta inadequada à estimulação ovariana controlada. Também pode ser útil na predicao da hiper-respostas em paciente com síndrome dos ovários policiticos e colaborar para individualizar protocolos de estimulação mais adequados ao perfil de cada paciente e para o sucesso final do tratamento. Existem outros marcadores da reserva ovariana, como: contagem de folículos antrais (CFA); hormônio folículos estimulante (FSH), Estradiol (E2) e Inibina B.



O que é esse novo exame?    Um exame de sangue simples dosa a quantidade do hormônio antimulleriano (HAM) no corpo da mulher. Deve ser feito entre o segundo e o quinto dia do ciclo menstrual. O HAM é produzido pelas células que recobrem o folículo e é capaz de mostrar ao médico o estoque de células germinativas, além da qualidade de óvulos estocados. Por isso, é considerado um marcador da fertilidade feminina. É o primeiro exame que mostra isso com clareza.



Onde se pode encontrar esse teste?   Em laboratórios particulares das principais capitais. Ainda não há no sistema público de saúde, mas acredito que isso é apenas uma questão de tempo, já que é um teste simples. Qualquer seguro-saúde cobre os custos desse exame.




O teste prevê quanto tempo de vida fértil a mulher terá?  Em termos. Hoje, o que podemos afirmar com certeza é se a mulher tem um bom estoque de óvulos e, principalmente, se são de boa qualidade. Se ela tem 30, 31 anos, isso dá uma garantia de que ela tem boas chances de engravidar nos próximos dois, três anos - considerando que não tenha nenhum outro problema relacionado à fertilidade, como algo nas trompas ou no útero. Agora, se ela tem mais de 35 anos, não existem essas garantias, porque a partir dos 37 anos a quantidade de óvulos se reduz drasticamente.



Que conselho o senhor daria, então, para uma mulher que tem 30 anos e quer engravidar em dois, três anos?  Se o exame mostrar que ela tem uma boa quantidade de óvulos, eu diria que tudo bem esperar dois ou três anos para tentar ter um filho. Quantificar os óvulos e o número de anos que a mulher pode esperar para engravidar com precisão é o passo seguinte desse teste. Mas isso está em fase de pesquisa.



      
E se a mulher quiser esperar mais? Pode congelar os óvulos, por exemplo?        Eu não daria esse tipo de conselho para as mulheres em geral. Tanto o congelamento de óvulos quanto o de tecido ovariano ainda estão em fase de teste. A chance de gravidez nesses casos é de apenas 15%. São técnicas em estágio ainda muito inicial. Só recomendo para aquelas que vão passar por um tratamento de quimioterapia, que são jovens mas sabem que podem ficar inférteis.



Atualmente, as mulheres têm mais problemas de fertilidade?   Sim, porque hoje elas privilegiam a carreira, estudam mais anos e postergam a maternidade o máximo possível. Muitas deixam para ter filhos depois dos 35, quando a probabilidade de engravidar diminui drasticamente. Além disso, as mulheres mudaram o comportamento em relação ao sexo e ao casamento. Há duas décadas era comum que elas perdessem a virgindade no casamento, que acontecia bem mais cedo, por volta dos 19, 20 anos. Hoje, elas têm múltiplos relacionamentos antes do casamento e nem todas se protegem com preservativo. Isso aumenta o risco de infecções e de doenças sexualmente transmissíveis. O segundo problema mais comum entre elas é a Chlamidia - o primeiro é o HPV, mas que não tem relação com a fertilidade. É uma questão séria, pois 80% das contaminadas não têm sintomas e, dessas, 50% apresentam lesões infecciosas nas trompas causadas pela Chlamidia. E isso, sim, reduz a fertilidade (leia quadro "Os maiores inimigos de quem quer ser mãe").
 


Fontes:
Reprodução & Climaterio
Revista Criativa



Nesse mundão de tentantes é comum ouvir: "Minha menstruação atrasou! Será que estou grávida?"
Mas infelizmente nem todo atraso é gravidez... A causa pode ser outra.

 
Além da gravidez, outras situações podem ser a causa desse atraso. Baixo peso, obesidade, síndrome dos ovários policísticos, alterações nos hormônios da tireoide, estresse, ansiedade, excesso de exercícios físicos, alguns medicamentos, tumores, má alimentação, anemia, depressão, estão entre os muitos motivos que podem causar o atraso da menstruação.
 
Os problemas hormonais, podem causar o atraso do ciclo e causar irregularidades no volume do sangramento, na duração e nos sintomas que frequentemente aparecem na TPM mas que podem estender pelo resto do ciclo, como inchaço por exemplo. Outra irregularidade é o sangramento com aspecto de borra de café. É muito importante que a mulher conheça seu corpo e monitore seu ciclo, anotando em uma agenda o inicio da menstruação a cada mês, pois assim fica mais fácil detectar qualquer alteração ou problema que venha a ocorrer.
 
Como é o tratamento do atraso menstrual?  Se o motivo do atraso não for gravidez, o melhor é consultar o seu ginecologista para fazer um exame clínico e pedir exames específicos. Para cada diagnostico, terá um tratamento.
 
 
 
 
 
 


A Síndrome de Hellp, é pouco conhecida, pouco falada no mundo obstétrico e com difícil diagnóstico e pode causar a morte da mãe e do bebê.

É chamada de síndrome porque envolve um conjunto de sinais e sintomas e Hellp, em razão da abreviação dos termos em inglês que querem dizer: H hemólise (fragmentação das células do sangue); EL (elevação das enzimas hepáticas) e LP (baixa contagem de plaquetas).

As plaquetas são células que auxiliam na coagulação sanguínea, por isso um dos sintomas dessa síndrome é a hemorragia. Normalmente a síndrome ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia.



Sintomas:

Os sintomas e sinais desta síndrome,  podem ser confundidos com o quadro de pré-eclâmpsia grave, ou seja, aumento de pressão arterial e inchaço. Quando o quadro se agrava, resulta em edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo levar a morte materna e do bebê.

Mulheres que sofrem de doenças crônicas do coração e rim e pacientes com lúpus, doenças autoimune e diabetes têm mais predisposição para desenvolver a síndrome. Infelizmente não existe meios para evita-la, sendo que somente as mulheres que já desenvolveram essa síndrome, ao engravidarem novamente, poderão se prevenir para diminuir o risco.

Quando a doença é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos, o tratamento indicado é interromper a gestação, independente da idade gestacional. Para manter o peso controlado, fazer uma dieta adequada e ter vida saudável é o melhor a ser feito. O pré-natal vem assistido é importante para detectar qualquer alteração na saúde da mãe e do feto precocemente e tomar as medidas para evitar que o quadro evolua para um estado grave.




Fontes:
 * Guia do bebê 
 
 
 
 


Um dos maiores avanços da medicina nas últimas décadas foi o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida. A FIV (Fertilização In Vitro) foi o que mais contribui para que milhares de casais pudessem realizar o sonho de ser pais.

O nascimento do primeiro bebê de proveta ocorreu em 1978, na Inglaterra. Inicialmente o método estava indicado apenas para mulheres com problemas nas trompas. Se no início a chance de gravidez era muito pequena, hoje contamos com taxas de gestação bem maiores, mas que ainda não ultrapassam, nos casos mais favoráveis, índices de 50 a 60% por tentativa. Mas, dependendo dos fatores como a idade da mulher ou o grau de severidade do problema, os índices de sucesso são inferiores a 10%.

Muitos casais têm a felicidade de engravidar em uma primeira fertilização. No entanto, alguns precisam repetir o tratamento e, as vezes, é necessário fazer várias tentativas até o bebê chegar.  Quando o tratamento dá certo, tudo é alegria. Mas, e quando não deu certo, o que pensar?? Não é fácil passar por um tratamento que geralmente é desgastante fisicamente, financeiramente e, sobretudo, emocionalmente para depois se defrontar com um resultado frustrante. 

Se tudo o que foi orientado foi feito, por que não engravidei? Sem duvidas esta é a primeira pergunta que vem à tona. Tão frustrante quanto o tratamento não dar certo é não ter uma explicação convincente de por que o tratamento não deu certo.

No centro de pesquisa e reprodução humana Nilo Frantz tanto a perda de uma gestação inicial quanto o insucesso de uma tentativa de FIV são amplamente investigados. O objetivo desta pesquisa é identificar o motivo pelo qual o casal teve um desfecho gestacional mal sucedido, tentando assim evitar a repetição da dolorosa experiência.  Dentre as causas mais comuns que levam a falhas na FIV, temos:



Alterações Imunológicas:
Existe um grande numero de anormalidades no funcionamento do sistema imunológicos que podem impedir a implantação de embriões no endométrio. Através de exames de sangue pode-se diagnosticar essas alterações.
Depois da investigação, frequentemente são diagnosticadas elevações nos níveis de células natural killers (NK) ou em anticorpos do tipo anti-fosfatidilserina, anti-cardiolipina, anti-tireoglobulina, entre outros. Além da síndrome anti-fosfolípides, mutações em gens como o MTHFR, da protrombina e do fator V de Leiden que também podem ser avaliados. Os tratamentos variam desde o uso de comprimidos de acido fólico, prescrição de corticoides, até a necessidade de uso diário de injeções subcutâneas de enoxaparina sódica(anticoagulantes). Em alguns casos, pode ser indicada a administração de imunoglobulina humana endovenosa e de imunizações com linfócitos paternos (ILP).


Alterações Uterinas:
Através de exames como ultrassom transvaginal de alta resolução, a histerossonografia, a ressonância, a histerossalpingografia e a histeroscopia é possível diagnosticar e tratar problemas que levem às falhas de implantação embrionária. Anormalidades como endometrite, pólipos endometriais, miomas submucosos ou sinéquias podem ser identificadas e tratadas.


Alterações Cromossômicas e Genéticas:
Significativo percentual dos embriões gerados, seja naturalmente, já mediante tratamento, apresenta anomalias em seus gens ou cromossomas, o que acabar por impedir o desenvolvimento de uma gestação normal. Sucessivos abortamentos ou repetidas falhas em FIV podem ser decorrentes deste tipo de alteração. Além da analise por cariótipo do homem e da mulher, pode ser feito estudos do material nos casos de abortos, o diagnostico genético pre-implantacional (PGD/PGS) e o array-CGH, podem rastrear alterações cromossômicas e genicas no estagio embrionário, antes mesma da implantação no útero da mãe.
O método array-CGH, está permitindo revelar milhares de alterações gênicas. Algumas começam a ser descobertas e descritas na literatura medica somente agora. Analiza embriões no estagio de blastocisto (5 º dia após fertilização in vitro) e exclui alterações gênicas imperceptíveis no estudo do cariótipo, elevando assim a taxa de gestação para até 60% por tentativa.



Alterações na qualidade dos gametas (Óvulos e Espermatozoides):
A qualidade dos gametas femininos e masculinos influencia diretamente nas taxas de gravidez. O embrião é resultado da fusão destas duas células germinativas. Basta uma ser alterada para não ocorrer a fecundação ou haver o desenvolvimento inicial de um embrião que não resultará em gestação evolutiva. 
No caso dos óvulos, verifica-se com o passar da idade o aumento no percentual de anômalos. Tal queda na qualidade se acentua após os 35 anos. Mas, mesmo mulheres jovens podem ter problemas desta ordem. Fatores agravantes são o tabagismo, o uso de drogas, o contato com substancias químicas toxicas e uma alimentação inadequada.
No caso do homem, verifica-se o espermatograma uma parcela significativa de distúrbios na quantidade, na motilidade e na morfologia dos espermatozoides. Exames como o teste de fragmentação do DNA espermático, podem quantificar se há ou não um comprometimento acentuado na cromatina.







Fonte: Nilo Frantz


  



Oi flores,

Pra mim os dias estão sendo MUITO difícil.
Vou resumir o que aconteceu.

Em 2010 , depois de 2 anos tentando engravidar naturalmente, decidi procurar ajuda com um médico especialista em reprodução humana. Então depois de muitas pesquisas me consultei com a Dra. Altina Castelo Branco, uma médica maravilhosa por sinal.

Ela me passou vários exames, inclusive a histerossalpingografia. Fiz todos os exames e minha trompa direita era inclinada para cima, então ela me disse que teria que fazer uma videolaparoscopia para correção da mesma e  me indicou 3 ginecologistas para consultar e marcar a cirurgia. 

Em junho de 2011 fiz a minha vídeolaparoscopia, onde foi diagnosticado a endometriose e onde ele colocou a minha trompa no lugar em que ela deveria está.

Em julho voltei pra médica para iniciar os tratamentos para engravidar, então ela me passou 3 ciclos com o Indux acompanhado com ultrassom, mas infelizmente todos os ciclos foram  negativos!


Em janeiro de 2012 decidimos fazer um coito programado na clínica dela, na Nascer. Fizemos com o uso de Puregon 300UI e Ovidrel, mas também foi negativo.

Foi quando em setembro de 2012 ela me ligou, perguntando se eu  queria ser doadora de óvulos e ter um desconto para fazer a minha FIV. É lógico que eu aceitei. Fiz todos os exames pré-requisitos para a doadora e estava tudo certinho comigo.  Era só achar a receptora compatível comigo e iniciar o tratamento.

Em dezembro me ligaram e fui informada que iria começar meu tratamento em breve e teria que iniciar com o uso de Gonapeptyl. Fui na clínica no dia 31/12 e peguei a minha medicação e iniciei o uso conforme foi  prescrito pela médica.  Então os dias  se passaram e só iniciei com o uso dos indutores no ciclo de janeiro. Tudo estava ocorrendo bem!!

No dia 02/02 fiz a punção dos óvulos. Tive 20 óvulos de ótimas qualidades!! Foram 10 pra mim e 10 pra receptora. Meus óvulos foram fertilizados no mesmo dia e se transformaram em 9 embriões de ótimas qualidades.  Minha transferência ficou marcada para o dia 05/02, onde transferi 02 embriões. Foram 14 dias de espera para o beta e no dia 18/02 peguei meu positivo.

Foi um sonho realizado!! Estava vivendo a graça de ser uma futura mamãe...

Mas meu sonho durou pouco e com 8 semanas o coração do meu baby parou. Ele tinha os batimentos cardíacos baixo (Bradicardia).  Então fui encaminhada para fazer uma curetagem de urgência, pois meu útero estava fechado. No dia 20/03 me internei e fiz a curetagem no dia 21/03 e a  tarde tive alta médica. Depois do pesadelo que passei decidi cuidar um pouco de mim, pra depois fazer outra tentativa.

Em julho de 2013 voltei pra médica e decidi fazer uma TEC (Transferência de embriões congelados), iniciei com a Primogyna 2mg e acompanhei o ciclo com ultrassom, no dia 01/08 foi aniversário e no dia 02/08 transferi 02 embriões, depois de 14 dias de espera peguei meu negativo, isso mesmo... Foi negativo.
Precisava me recompor, tanto emocionalmente, quanto financeiramente... Pois mesmo sendo doadora de óvulos a pessoa gasta horrores com medicamentos, congelamento e descongelamento. Então conversei com a médica e decidimos em acordo fazer o tratamento com o Allurene por 4 meses e em janeiro retomar com outra TEC. 

O tratamento com o Allurene foi ótimo pra mim, reduziram quase 100% dos meus sintomas da endometriose, fiquei apenas com pequenos escapes. 4 meses se passaram e as esperanças foram aumentando...

Em janeiro de 2014 voltei pra médica e estávamos esperando apenas descer a menstruação para iniciar minha 2ª TEC. A menstruação desceu e iniciamos o tratamento... No dia 31/01 transferimos 03 embriões de ótimas qualidades e ficamos os 14 dias esperando pro exame, os sintomas eram evidentes, sem contar a sensação boa... Mas infelizmente foi outro negativo. Fiquei arrasada, desconsolada!! Pois sentia que tinha chegado a minha hora.

Agora estou pra me consultar com um especialista em endometriose pra saber como ela está, pois já fazem quase 3 anos que me operei. E também investigar algumas causas de eu não ter engravidado em nenhuma das TEC's!  E depois fazer minha ultima tentativa com os 2 últimos embriões congelados.

Peço orações por mim, pois esta luta vem me consumindo de uma maneira que esta esgotando minhas forças! 

Beijos