Olá gente!!

Irei passar novamente  pelo exame HISTEROSSALPINGOGRAFIA!
Muita gente não conhece esse exame, pois muitos ginecologistas só solicitam este exame após 1 anos de tentativas sem sucesso!!

Então vamos tirar as nossas dúvidas?

A histerossalpingografia nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino.
É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil, sendo utilizado há praticamente um século. Apesar de tão antigo, ainda é o melhor para avaliar a anatomia das tubas uterinas, não existindo outro exame que possa nos dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura.


A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, inferir sobre sua função reprodutiva. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.

Cuidados ao realizar o exame:

A histerossalpingografia deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, previamente à ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, algo como entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.

Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.

Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!

Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou anti-espasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.

É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.

O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino. Seguindo estes cuidados, raramente há queixa de dor e o exame terá uma ótima qualidade, facilitando a interpretação do médico.



Porque será  que muitas mulheres engravidam após esse exame??

Os médicos dizem que é porque o contraste injetado no exame “força” passagem pelas trompas e isso pode “limpar” o caminho se tiver alguma obstrução leve, mas o objetivo do exame não é desobstruir as trompas, e sim “fotografá-la” para visualizar como elas estão.

A histero é o terror das mulheres, os relatos de quem passou pelo exame vão desde uma dor insuportável e até desmaios a um exame sem nenhuma dor.

A escolha do local para a realização do exame deve ser o primeiro cuidado a ser tomado, feito isso vem aquelas dicas para facilitar o exame e prevenir que ele seja dolorido: Para a mulher tomar laxante para esvaziar o intestino e tirar os gases facilitando o Raios X, tomar anti-inflamatório e um analgésico potente algumas horas antes do exame.

Tudo isso deve ser informado pela clínica quando o exame é marcado, mas assim que o médico solicita o exame já é bom saber o que tomar. Para o médico NÃO se usa pinça para "beliscar" o colo do útero, chamada Pozzie (leia Pozi), usar contraste aquecido, sonda maleável e fina. O contraste deve ser injetado bem devagar e em pequenos volumes de cada vez. Durante a injeção desse contraste na cavidade é que surge a tão temida dor que são cólicas, fortes, semelhantes às do período menstrual. Com esses cuidados ninguém sentirá dor, ao marcar o exame se informe na clínica qual é o método usado.

Então ele somente consegue avaliar e limpar obstrução leve nas trompas (se houver). Mas se na histero for diagnosticado algum problema mais sério de obstrução tubária, a videolaparoscopia será necessária e é esse o exame apropriado para fazer a desobstrução. Em casos de impermeabilidade devido a aderências nas paredes tubárias, a pressão do líquido radiopaco introduzido pode ser suficiente para desobstruir as trompas, razão pela qual algumas mulheres conseguem engravidar logo no primeiro ciclo menstrual após a realização do exame. Alguns dizem que 50 em cada 100 mulheres que realizam o exame engravidam logo no 1º ciclo depois do exame, outros falam até em 70 mulheres, depois disso as chances vão caindo...
O exame deve ser feito entre o 8º e o 10º dia do ciclo, para não ‘invadir’ o período fértil, e não trazer riscos de fazê-lo estando grávida, com a mulher em posição ginecológica e dura de 20 a 30 minutos.
Um lembrete importante é que se as trompas estiverem obstruídas não pode tomar indutor de ovulação (Indux, Clomid ou Serophene) pois o risco de gravidez ectópica é muito grande, o embrião fica “preso” nelas e não desce para o útero.


Os médicos recomendam uma abstinência sexual de 3 dias depois do exame e o sangramento depois dele pode durar uma semana, se passar disso informe seu médico, mas é possível também que ele só dure até o final do mesmo dia.


Cuidados ao realizar o exame:
  • A histero deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, antes da ovulação e logo após o término da menstruação.
  • Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.
    Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!
  • Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou antiespasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
  • É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
  • Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
  • Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
  • Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
  • O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino.


Vou fazer esse exame no próximo dia 30/08/12, a clínica me passou 02 rémedios para as dores do exame e algumas recomendações. Foram os seguintes:
  • Meticortem 20 mg (tomar 13 h antes do exame, tomar 7 h antes do exame e tomar 1 h antes do exame)
  • Loratadina 10 mg ou Clarilerg 10 mg (tomar 12 h antes do exame e tomar 1 h antes do exame)
  • Abstinência Sexual desde o 1º dia do ciclo até o dia do exame
  • Levar os seguintes exames: Preventivo atualizado e Cultura vaginal.
  • Não precisa fazer preparo intestinal.

Lembrando que cada clínica tem as suas recomendações!!
Espero que tenha esclarecido algumas dúvidas!!







Trombofilia ou hipercoagulabilidade é a propensão de desenvolver trombose (coágulos sanguíneos) devido a uma anomalia no sistema de coagulação. A trombofilia é uma condição relacionada à tendência do paciente para formação de coágulos (trombose). As pessoas podem herdá-la ou tê-la por causa de outra doença (Distúrbio adquirido). A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide é a causa mais comum do distúrbio adquirido. Complicações graves e com risco de vida podem surgir.


Na gravidez a trombofilia pode resultar em abortos, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, deslocamento precoce da placenta entre outras complicações. Os sinais de alerta são: perda fetal repetitiva (cerca de três vezes) no primeiro trimestre da gestação e histórico de complicações obstétricas (eclampsia ou trombose venosa profunda na perna). Porém, quando o problema é acompanhado e tratado, as chances de sucesso são de 90% e 94%. Caso contrário, os riscos são de 30% para complicações graves e 16% dos abortos por repetição estão relacionados diretamente com a ocorrência de trombofilias.



Em caso de diagnóstico positivo, a trombofilia é hereditária ou adquirida. A diferença é que a genética é conseqüência de mutações e/ou deficiência na produção de anticoagulantes naturais (Proteína C, Proteína S, Antitrombina) ou de substâncias sintéticas que influenciam na coagulação. Já a trombofilia adquirida pode ocorrer quando o paciente se torna obeso grave, diabético, sedentário ou passa por imobilização prolongada (viagem aérea com mais de 10 horas sem a movimentação adequada), uso de anticoncepcionais orais, reposição hormonal, câncer e alguns distúrbios da imunidade.


Quando se trata de gravidez, a trombofilia é um risco para a mãe e o bebê porque obstrui vasos sangüíneos que irrigam a placenta e levam sangue e nutrientes para o feto e estruturas importantes entre a mãe e o feto.

Boa parte das pacientes não apresenta qualquer episódio de trombose. Nesse caso, a doença se mostra em função das complicações na gravidez. Se algo parecido já tiver acontecido com alguém da família ou se a mulher apresentou quadro de trombose com uso de anticoncepcionais hormonais, a atenção deve ser redobrada.

Quando a mulher se descobre com o problema, além da preocupação com o tratamento, pensa logo em como será o parto e a amamentação. Em princípio as trombofilias não constituem indicação obrigatória de cesárea. No entanto, em virtude do risco de algumas complicações no final da gestação (pré-eclâmpsia e insuficiência placentária com óbito fetal repentino), a tendência é indicar a resolução da gestação tão logo se estabeleça a maturidade fetal, assim que o bebê apresente condição de sobrevida extra-uterina com riscos iguais ao de um recém-nascido cuja mãe não apresenta patologias.

A mulher com trombofilia pode e deve amamentar. Até porque não há risco de transmissão da doença, que não é contagiosa, mas transmitida ao longo da vida ou geneticamente e não obrigatoriamente de geração em geração.



A ocorrência independe do tipo de trombofilia. A freqüência das alterações é variável e baixa para a maioria das patologias. A ocorrência fica entre 0,02% a 8%, sendo a deficiência de antitrombina a menos comum e a mutação do Fator V de Leiden a mais comum. Em se tratando de grávidas, 0,5% a 4% das pacientes com trombofilias desenvolvem problemas na gestação.



No grupo de trombofilias adquiridas a síndrome dos anticorpos antifosfolípides (SAAF) é a de maior importância. Contudo, o fato do diagnóstico ser positivo não obriga que haja problemas na gravidez. Só 5% da população têm os anticorpos presentes quando realizados exames laboratoriais. Além disso, pessoas com lúpus apresentam SAAF associada em 34% a 42% dos casos. No que se refere à gestação e perdas gravídicas, cerca de 16% dos abortamentos de repetição estão relacionados com a doença, incidência que aumenta para 24% nas gestações obtidas por fertilização assistida.

As trombofilias de menor risco são a mutação do gene da protrombina e a hiperhomocisteinemia (aumento de cerca de três vezes do risco). A deficiência das proteínas C e S, assim como a mutação do Fator V de Leiden, têm aumento moderado do risco de trombose (5 a 10 vezes). A deficiência de antitrombina é a de maior risco.

 

Prefiro considerar a gestação portadora de Trombofilia como uma gravidez especial. Não só porque na maioria das vezes a gestação vem depois de duas perdas ou é primeiro filho. É que a fase deve ser monitorada com mais intensidade. Além disso, a rotina do pré-natal tem um detalhe a mais: todo dia a gestante aplica em si mesma uma injeção de heparina para evitar a formação de trombos e controlar a coagulação do sangue em níveis normais.Essa é uma das partes do tratamento para trombofilia na gravidez. Para quem jamais ouviu falar no problema, soa estranho. O fato é que a heparina ajuda na coagulação do sangue e é fundamental nesse processo. Esse tipo de tratamento começa antes mesmo da gravidez, prossegue durante toda a gestação e pode se estender até depois do parto.

São também altos os riscos de partos prematuros. Em geral, a interrupção da gravidez é tomada pelos médicos para assegurar a vida da criança e da mãe. Isso porque, sem o tratamento adequado, há 30% de chance de a gravidez não evoluir e culminar em aborto ou no nascimento do bebê com baixo peso e desenvolvimento corporal.

Para a mãe também há conseqüências. Ela pode sofrer uma trombose venosa profunda (mais freqüentemente na perna esquerda), um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, obstrução da artéria que irriga intestino, ou infarto do miocárdio ou tromboembolismo pulmonar. Esse risco para mãe trombofílica se estende durante todo o puerpério, o famoso resguardo de 44 dias.

Mesmo com o tratamento, a gravidez é de risco. A boa notícia é que, devidamente assistida, as chances de sucesso são de 90% a 94%. O primeiro passo para se chegar ao diagnóstico é uma boa conversa com o médico. Em seguida, vem a bateria de exames. Infelizmente, o custo dos exames utilizados no diagnóstico ainda é extremamente alto. Na rede privada, alguns exames ainda não são cobertos pelas operadoras de planos de saúde, o que não deixa de ser uma dificuldade para o diagnóstico. Outro problema é o alto custo das medicações, e o incômodo das injeções subcutâneas até duas vezes ao dia.
Tire suas dúvidas sobre a Trombofilia:


O que é Trombofilia?
Trombofilia, ou um estado de hipercoagulabilidade, é uma condição relacionada com o aumento da tendência de coagulação do sangue (trombose).
As pessoas podem herdá-la ou adquiri-la por causa de outra doença (uma desordem adquirida). Às vezes, complicações graves e com risco de vida podem surgir.


 
O que causa Trombofilia?
Causas hereditárias envolvem mutações em determinados genes, as pessoas herdam estes genes de seus pais. O mais comum é a mutação do fator V Leiden. Outros são uma mutação da protrombina, hiper-homocisteinemia, aumentando a atividade do fator VIII. Prothrom-bin é uma proteína de coagulação no sangue. Hiperhomocisteinemia quer dizer que não há muito do aminoácido homocisteína no sangue, o que está relacionado a não ter o suficiente de determinadas vitaminas. Outras doenças hereditárias raras incluem deficiência (não ter suficiente) da proteína C, proteína S e antitrombina III (outra proteína que ajuda a coagulação do sangue). Estes distúrbios estão frequentemente relacionados a complicações na gravidez. Síndrome do anticorpo é a causa mais comum de trombofilia adquirida. O Anticorpo Antifosfolípide é pensado para ser uma proteína anormal do sangue. A causa desta síndrome é desconhecida, mas ela não é contagiosa e é transmitida de pais para filhos.

Quais são os sintomas da Trombofilia?
O paciente pode referir a formação de coágulos sanguíneos nas veias (trombose venosa) ou artéria (trombose arterial). Coágulos venosos ocorrem mais freqüentemente em veias profundas das pernas e causam inchaço, dor, vermelhidão e calor na perna. A trombose arterial ocorre mais freqüentemente em vasos da cabeça, causando sintomas de acidente vascular cerebral (por exemplo, fala arrastada, paralisia, dormência, fraqueza, perda de visão, problemas de deglutição). Pessoas com síndrome do anticorpo antifosfolípide costumam ter muitos coágulos sanguíneos. A coagulação é geralmente relacionada a problemas com a gravidez (por exemplo, aborto espontâneo, parto pré-maturo) e ainda ter anticorpos antifosfolípides no sangue.

Como a Trombofilia é diagnosticada?
Para que o diagnóstico seja feito, o médico procura os distúrbios da coagulação, especialmente a formação de coágulos que ocorrem em pessoas com menos de 50 anos; a formação de coágulos repetidamente, sem uma causa óbvia; a formação de coágulos em lugares inusitados; coágulos durante ou após a gravidez; e a perda de um bebê durante a gravidez. O médico pedirá exames para descartar as doenças hereditárias e adquiridas. Geralmente, esses são exames de sangue (por exemplo, fator V Leiden, proteína C, proteína S, anticoagulante lúpico). Estudos de imagem podem ser utilizados para localizar coágulos. Por exemplo, a ultra-sonografia irá mostrar a formação de coágulos nas veias profundas da perna.

Como a Trombofilia é tratada?
Será prescrito um medicamento para diluir o sangue. As drogas mais comuns incluem a heparina (administrado por via intravenosa), a heparina de baixo peso molecular (administrado em injeções debaixo da pele) e varfarina (administrado por via oral). Se a trombofilia é causada por outra doença, como o lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatóide, a doença será tratada. Para hiperhomocisteinemia, vitaminas como o ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12 podem ser administradas.

O que se deve ou não se deve fazer no tratamento da trombofilia:
Lembre-se que pílulas de controle de natalidade oral podem causar um evento de coagulação. Você pode ter que evitar tomar estes comprimidos. Verifique com seu médico.
Pesquise a sua família a procura de casos de trombofilia.
Chame imediatamente o seu médico se você tiver inchaço de um de seus braços e pernas, falta de ar, ou sintomas de um derrame.
X NÃO fume. O tabaco pode aumentar suas chances de ter um distúrbio de coagulação.
X Não se esqueça que os medicamentos ao longo da vida serão necessários para diluir o sangue.



Anestesia e seus benefícios - Anestesia é o estado de total ausência de dor e outras sensações durante uma cirurgia, exame diagnóstico ou curativo por meio da administração ou inalação de medicamentos. Seus benefícios são: diminuição da ansiedade, da dor e da percepção do procedimento, além do conforto e segurança para realização de exames e procedimentos cirúrgicos.

Conheça os principais tipos de anestesia:
Geral – O paciente permanece inconsciente durante todo o procedimento, não tendo nenhuma percepção de dor, espaço ou movimentação.

Regional ou parcial – Apenas uma parte do corpo é anestesiada, podendo ser associada com sedação ou não. São exemplos de anestesia regional a peridural e a raquianestesia.
Sedação – Consiste na diminuição do nível de consciência, em que o paciente fica mais tranquilo e relaxado. Tem menor duração e é indicado para realizar procedimentos ou exames rápidos.
O tipo de anestesia, seus benefícios, riscos e alternativas devem ser discutidos previamente com o anestesiologista durante a avaliação pré-anestésica.




Avaliação pré-anestésica (APA) - A avaliação pré-anestésica tem como objetivos tornar o médico anestesiologista familiar ao paciente, esclarecer todas as suas dúvidas e prestar orientações quanto aos cuidados antes e após a anestesia. Neste momento o anestesista esclarece as dúvidas e avalia as condições de saúde do paciente, seus hábitos, alergias e uso de medicamentos, podendo também solicitar outros exames ou consultas com outros médicos especialistas. Com base nestas informações, o tipo de anestesia é definido em consenso com o paciente. A avaliação pré-anestésica pode ser realizada em consultório, antes da internação para a cirurgia, ou no próprio hospital, durante a internação, antes do procedimento cirúrgico.
No decorrer do procedimento, o tipo de anestesia pode ser modificado em virtude da condição clínica e evolução do paciente e mudança da técnica cirúrgica.


Termo de Consentimento Esclarecido para Anestesia e Sedação - O Termo é um documento que deve ser preenchido e assinado pelo paciente ou seu responsável após receber todas as informações deste folheto e durante a avaliação pré-anestésica para que a anestesia proposta possa ser realizada.

Anestesia tem riscos? - Os padrões de qualidade e segurança, a tecnologia avançada dos equipamentos e medicamentos aliados à capacitação dos médicos anestesiologistas, tornam raras as complicações. Evidentemente, como qualquer outro procedimento médico, existem fatores que impedem que o risco seja igual a zero. Estes riscos podem ser decorrentes não apenas da anestesia, mas também da cirurgia e da condição clínica do paciente. Podem ocorrer complicações respiratórias (falta de ar, queda da oxigenação do sangue), cardiovasculares (queda de pressão, arritmia cardíaca), alérgicas (reações na pele, inchaço dos olhos), entre outras. Entretanto, os anestesiologistas são médicos habilitados a agir rapidamente frente a estas ocorrências, permitindo um atendimento com qualidade e segurança.




Cuidados e recomendações antes da anestesia/ sedação:
• Na véspera, o paciente deve dormir cedo e não consumir bebidas alcoólicas e alimentação pesada;
• É recomendável parar de fumar o maior tempo possível antes da cirurgia/ anestesia;
• Não utilizar esmalte, lentes de contato e maquiagem; retirar jóias e eventuais próteses dentárias removíveis;
• Não interromper o uso de qualquer medicação, salvo a pedido médico;
• Levar ao hospital todos os exames que tenham sido solicitados pelo médico.
O jejum pré-operatório é de extrema importância para a segurança do paciente. Confira como deve ser realizado, de acordo com idade e tipo de alimento:

Idade Sólidos, Leite e Derivados Líquidos sem resíduos
< 6 meses 4 horas (leite materno) 2 horas
0-36 meses 6 horas (leite artificial/fórmula) 2 horas
> 36 meses/ adultos 8 horas (leite de origem animal e derivados) 2 horas (crianças) e 3 horas (adultos)
Líquidos sem resíduos: água, chá, gelatina, sucos sem polpa, sem açúcar e sem adoçante e que não seja de soja.
Cuidados e Recomendações após a anestesia/ sedação - Na maioria das vezes, o paciente é encaminhado para a Sala de Recuperação Pós-anestésica, onde será monitorado e acompanhado até que esteja acordado e em condições adequadas para receber alta. Alguns pacientes, que requeiram cuidados específicos, poderão ser encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou outra unidade crítica, onde serão acompanhados por uma equipe especializada.


Em caso de alta do hospital:
• O paciente deve ter um acompanhante durante e após a alta e, se possível, durante as próximas 24 horas;
• Sintomas, como tontura, sonolência e dor de garganta podem se manifestar, no entanto devem desaparecer em algumas horas;
• Não dirigir, operar máquinas, nem assinar documentos nas primeiras 24 horas;
• O retorno às atividades rotineiras deve ser estabelecido pelo cirurgião ou médico assistente.



Por alterações hormonais, a mulher pode ter períodos sem menstruação (amenorreia). Na presença de ciclos menstruais regulares, a mulher pode não ovular, pode ovular ovócitos imaturos ou ovócitos com alterações (morfológicas e/ou genéticas). Vários distúrbios hormonais contribuem para a disfunção ovulatória, como o excesso de prolactina, dos androgénios (ovário poliquístico), ou das hormonas tiroideias (doenças da tiróide). Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência ovárica prematura, situação em que o ovário deixa de produzir folículos (mulheres <35 anos). Nestes casos, a mulher deve efectuar teste genético para o X-frágil).


Síndrome do Ovário Policisticos: O ovário poliquístico  apresenta sinais e sintomas que levantam a sua suspeita, como obesidade, pilosidade aumentada, acne, irregularidades menstruais. No Ovário Policisticos, os quistos impedem a formação de ovócitos maduros ou mesmo a ovulação porque respondem aos níveis hormonais e crescem, ocupando o espaço livre necessário para o desenvolvimento do ovócito. O diagnóstico do Ovário Policisticos faz-se por ecografia e doseamentos hormonais dos androgénios (aumentados) e da 21-hidroxilase (se diminuída, pedir estudo das mutações do gene). A adolescente com Ovário Policisticos deve efectuar medicação inibidora dos androgénios, para não sofrer insuficiência prematura do ovário. Na idade de desejar engravidar, e se tal não ocorrer espontaneamente, após a paragem da medicação, a mulher deve efectuar laparoscopia para cauterizar os quistos. Nos casos ligeiros, basta medicação com análogos da GnRH.


Endometriose: A endometriose é também uma doença congénita, em que existem focos de endométrio (epitélio que reveste a cavidade uterina) espalhados em várias regiões do corpo (as zonas mais frequentes são os ovários, as trompas e a cavidade abdominal). Nesta doença, a mulher apresenta dores muito fortes antes da menstruação, durante a menstruação ou nas relações sexuais. Os focos ectópicos de endométrio surgem durante o desenvolvimento fetal. Não se sabe se é de causa genética ou se está ligado a factores tóxicos ambientais (ar, alimentos). A endometriose causa disfunção ovulatória porque os focos ectópicos respondem aos níveis hormonais como se fosse o endométrio uterino, desregulando o ovário. Por laparoscopia (celioscopia: endoscopia da cavidade abdominal), estes focos podem ser destruídos por coagulação. No caso de quistos endometriais do ovário (endometrioma), deve-se efectuar exérese cirúrgica conservadora. Se tal não for possível e a doença for bilateral, deve-se poupar um dos ovários e tentar supressão com medicação usando análogos da GnRH até se conseguir o bebê.



Obstrução Tubária: A obstrução das trompas deve-se geralmente a uma infecção genital, que é assintomática. Por vezes, a infecção das trompas causa uma inflamação aguda (salpingite) seguida de dilatação das trompas (hidrosalpinge) que obriga à sua remoção cirúrgica (salpingectomia). Evitam-se estas infecções com a monogamia de relação fiel e estável ou usando sempre preservativo se relação sexual fora de uma relação estável. Noutros casos, deve-se a laqueação das trompas como método anticonceptivo.


Muco Cervical Incompetente: A cavidade uterina encontra-se protegida pelo muco que reveste o colo uterino. Este muco cervical é também responsável pela limpeza e selecção dos espermatozóides. Se o muco cervical não for competente, os espermatozóides não conseguem penetrar na cavidade uterina.


Anomalias no Cariótipo: O cariótipo é a análise dos 46 cromossomas que todos nós possuímos nas células do corpo. Esta análise efectua-se nos leucócitos (glóbulos brancos) obtidos por punção venosa. A alteração do número ou da estrutura dos cromossomas está associado com insuficiência prematura do ovário, disfunção ovulatória, produção de ovócitos imaturos, produção de ovócitos morfológica e/ou geneticamente anormais, anomalias do desenvolvimento embrionário, falhas da implantação, abortamentos de repetição e anomalias fetais.


Patologias Uterinas: Fibromiomas. Os fibromas são tumores benignos do músculo liso (miométrio) do útero. Podem impedir a gravidez por ocupação de espaço e, se fizerem proeminência na cavidade uterina, dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Pólipos. São tumores benignos pediculados do endométrio. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implantação devido a ocuparem espaço e a desencadearem inflamação, e podem induzir abortamento.
Hiperplasia benigna do endométrio. Por desregulação hormonal ou infecção crónica, o endométrio pode espessar de tal modo que impede a implantação ou induz abortamento.
Hipoplasia do endométrio. Se o endométrio não crescer (12-14 mm) na altura da implantação, a gravidez dificilmente poderá ocorrer. Deve-se a défices hormonais ou a mutações genéticas dos receptores das hormonas esteróides para a progesterona e os estrogénios.
Endometrite. As infecções silenciosas do endométrio são frequentes, sendo geralmente causadas por bactérias de transmissão sexual ou pós-curetagem (micoplasma, clamidea, listeria). Em casos menos frequentes, pode ser devida à infecção persistente pelo parasita protozoário toxoplasma ou pelo vírus do colo uterino HPV (vírus do papiloma humano). Estas infecções impedem a implantação e podem causar abortamento.
Sinéquias. São aderências (cicatrizes) do endométrio, geralmente secundárias a infecções genitais ou à curetagem (raspagem) do endométrio durante a interrupção voluntária da gravidez (IVG ou abortamento provocado). Dificultam a implantação e podem induzir abortamento.


Tumores Malignos: Os tumores malignos obrigam frequentemente à remoção cirúrgica do órgão, a quimioterapia (QT) e a radioterapia (RT). Quer a QT, quer a RT (se for pélvica), são agentes esterilizantes dos ovários. No caso dos tumores malignos atingirem os órgãos genitais, pode haver necessidade de remoção cirúrgica do útero (histerectomia), das trompas (salpingectomia) e/ou dos ovários (ooforectomia). A ooforectomia é também uma opção frequente no cancro da mama.


Malformações Anatómicas: Existem mulheres que nascem com malformações anatómicas congénitas dos órgãos genitais. Estas malformações são muito raras e variadas, indo desde a ausência total do órgão até variados graus de dismorfia da vagina, útero, trompas e/ou ovários. Em casos também muito raros, pode ocorrer mau desenvolvimento anatómico com ambiguidade sexual (intersexo).


Gravidez Ectópica: Quando a implantação e a gravidez ocorre na cavidade abdominal (se o ovócito fecundado cair da trompa para a cavidade abdominal) ou na trompa de Falópio, o tratamento obriga a IVG e excisão da trompa afectada. Por vezes, no caso da gravidez abdominal, pode haver necessidade de remoção cirúrgica do útero, QT e RT. Se a gravidez ectópica for recorrente (2 consecutivas), o casal deve recorrer a RMA, utilizando a técnica da fecundação in vitro (FIV) para evitar novos casos.


Interrupção Voluntária da gravidez: Sobretudo se efectuada por pessoal não-médico e fora de instalações hospitalares, o aborto provocado pode originar lesões graves do endométrio (sinéquias), infecções crónicas do endométrio (endometrite), infecções tubares (com obstrução das trompas) e perfuração uterina com histerectomia de urgência.


Abortos em repetição: Os abortamentos do primeiro trimestre (até às 12 semanas de gestação) são geralmente devidos a problemas genéticos parentais. Nestes casos incluem-se a idade avançada do ovário (após os 35 anos, a taxa de erros ovocitários aumenta), as anomalias do cariótipo (erros genéticos no ovócito ou no espermatozóide que causam um desenvolvimento embrionário deficiente; nesta situação, o abortamento é considerado uma defesa materna contra um produto inviável ou fortemente anómalo), as doenças da coagulação e as doenças auto-imunes. Noutros casos, os abortamentos devem-se a causas não genéticas, como as sinéquias do endométrio, os pólipos do endométrio, a fibromas que fazem procidência para a cavidade uterina, a infecção das trompas ou a endometrite.


Auto-anticorpos: As doenças auto-imunes são doenças genéticas em que o sistema imunológico da pessoa ataca o próprio organismo. Nestes casos, as secreções uterinas contêm um excesso de anticorpos que pode impedir a implantação. Um caso particular é o da mulher com anticorpos anti-espermatozóide, em que os anticorpos bloqueiam os espermatozóides, não os deixando fecundar o ovócito.


Causa desconhecida: Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis. Em muitos casos, existem anomalias genéticas dos ovócitos, para os quais não existem testes de detecção. Frequentemente, estes só se descobrem durante a fecundação in vitro, momento em que se podem observar os ovócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário. Podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhas da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais.

O casal com problemas de infertilidade deve consultar um especialista de Reprodução Medicamente Assistida (RMA), quer nas consultas de infertilidade dos hospitais públicos, quer nas clínicas privadas dessa especialidade.