Fertilização in vitro:

A fertilização in vitro, também chamada de FIV ou bebê de proveta, é uma técnica de reprodução medicamente assistida, que consiste na manipulação dos gametas no laboratório. Em uma primeira etapa, após estimulação dos ovários com hormônios, monitorizamos o desenvolvimento dos folículos ovarianos, onde esperamos colher os óvulos, período que dura em média dez dias. Em seguida, sob uma anestesia leve (sedação) colhemos esses óvulos, que serão imediatamente inseminados com os espermatozóides disponíveis. Após a fertilização, os embriões são acompanhados quanto ao seu desenvolvimento. No terceiro dia já é possível selecionar embriões para transferência ao útero materno.




Fertilização in vitro e a recuperação testicular de espermatozóides:
Em algumas situações, quando não há espermatozóides no ejaculado (azooespermia), é possível encontrá-los nos testículos. Existem várias técnicas de recuperação descritas, desenvolvidas para obtenção desses espermatozóides diretamente do testículo ou no epidídimo. Alguns exemplos:
  1. PESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Epidídimo
  2. TESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Testículo
  3. TESE: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Testículo
  4. MESA: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Epidídimo

Fertilização in vitro com ICSI: O termo ICSI significa injeção dos espermatozoides diretamente no citoplasma do óvulo e é uma técnica usada para fertilizar o ovulo nos casos de fator masculino grave . Essa técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, onde é possível coletar um espermatózoide e introduzi-lo dentro do citoplasma de um óvulo através de uma agulha mais fina que um fio de cabelo.

Fertilização in vitro com assisted hatching: Assisted Hacthing é um procedimento executado pelo embriologista sob o microscópio e tem como finalidade abrir um orifício na zona pelúcida do embrião para facilitar a implantação do mesmo no útero.

Fertilização in vitro e doação / recepção de oócitos ou embriões: Nesta modalidade de tratamento os óvulos podem ser compartilhados entre doadora e receptora. A doadora se submete a todas as etapas da fertilização in vitro, como a estimulação dos ovários com hormônios e a coleta dos óvulos. Os óvulos obtidos poderão então ser usados pela doadora e por uma receptora, mulher que por algum motivo não pode produzir os seus próprios óvulos.
Esses óvulos serão então inseminados com os espermatozóides dos respectivos parceiros, e os embriões obtidos transferidos para o útero da doadora e da receptora.
Na modalidade de doação e recepção de embriões, o casal doador doa parte de seus embriões excedentes a outro casal, o casal receptor.

Fertilização in vitro e a cessão temporária do útero: Utilização do útero de outra mulher para receber os pré-embriões gerados por FIV ou ICSI com gametas dos pais biológicos, nos casos de ausência ou disfunções uterinas da mãe biológica.

Fertilização in vitro com diagnóstico genético pré-implantacional (PGD): É uma técnica que consiste em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização in vitro e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, tem por objetivo evitar doenças ligadas ao sexo, cromossomos, ou mesmo doenças gênicas.



Espero ter ajudado a tirar suas dúvidas sobre a FIV!
Beijos




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