A relação sexual programada é a técnica mais simples utilizada para aumentar a fertilidade do casal. Após a avaliação do casal, em um ciclo natural ou após estimulação dos ovários com hormônios (devidamente monitorizado por ultrassonografias transvaginais) o casal é então orientado a ter relações sexuais, em especial no período de ovulação. O objetivo da técnica é garantir que os espermatozóides estejam nas trompas no momento da ovulação.




Da mesma maneira que as outras técnicas, a relação sexual programada deve ser indicada e acompanhada por um médico especialista. Com esse método é possível aumentar as chances de sucesso de gravidez, principalmente nos casos de pacientes que têm disfunção ovulatória.


Beijos!



A inseminação intrauterina (IIU), ou inseminação artificial, é uma técnica que consiste na injeção de espermatozóides selecionados diretamente no útero por ocasião de uma ovulação. Esse tratamento está indicado principalmente para casais em que na pesquisa da causa para sua infertilidade não encontramos grandes alterações, como por exemplo, mulheres que não ovulam corretamente, fator masculino leve ou moderado e nos casos de infertilidade sem causa aparente.





A inseminação pode ser realizada dentro do ciclo natural da mulher ou após a estimulação dos seus ovários com hormônios. A estimulação ovariana compreende o uso de drogas como o citrato de clomifeno, FSH ou hMG separadamente ou em associação para produzir os folículos destinados a ovulação.

Existem evidências que a IIU com estimulação ovariana resulta em taxas de sucesso maiores do que em ciclo não estimulados. Quando utilizamos ciclos estimulados às complicações mais frequentes são a gravidez múltipla e a síndrome de hiperestimulação ovariana.


Fertilização in vitro:

A fertilização in vitro, também chamada de FIV ou bebê de proveta, é uma técnica de reprodução medicamente assistida, que consiste na manipulação dos gametas no laboratório. Em uma primeira etapa, após estimulação dos ovários com hormônios, monitorizamos o desenvolvimento dos folículos ovarianos, onde esperamos colher os óvulos, período que dura em média dez dias. Em seguida, sob uma anestesia leve (sedação) colhemos esses óvulos, que serão imediatamente inseminados com os espermatozóides disponíveis. Após a fertilização, os embriões são acompanhados quanto ao seu desenvolvimento. No terceiro dia já é possível selecionar embriões para transferência ao útero materno.




Fertilização in vitro e a recuperação testicular de espermatozóides:
Em algumas situações, quando não há espermatozóides no ejaculado (azooespermia), é possível encontrá-los nos testículos. Existem várias técnicas de recuperação descritas, desenvolvidas para obtenção desses espermatozóides diretamente do testículo ou no epidídimo. Alguns exemplos:
  1. PESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Epidídimo
  2. TESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Testículo
  3. TESE: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Testículo
  4. MESA: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Epidídimo

Fertilização in vitro com ICSI: O termo ICSI significa injeção dos espermatozoides diretamente no citoplasma do óvulo e é uma técnica usada para fertilizar o ovulo nos casos de fator masculino grave . Essa técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, onde é possível coletar um espermatózoide e introduzi-lo dentro do citoplasma de um óvulo através de uma agulha mais fina que um fio de cabelo.

Fertilização in vitro com assisted hatching: Assisted Hacthing é um procedimento executado pelo embriologista sob o microscópio e tem como finalidade abrir um orifício na zona pelúcida do embrião para facilitar a implantação do mesmo no útero.

Fertilização in vitro e doação / recepção de oócitos ou embriões: Nesta modalidade de tratamento os óvulos podem ser compartilhados entre doadora e receptora. A doadora se submete a todas as etapas da fertilização in vitro, como a estimulação dos ovários com hormônios e a coleta dos óvulos. Os óvulos obtidos poderão então ser usados pela doadora e por uma receptora, mulher que por algum motivo não pode produzir os seus próprios óvulos.
Esses óvulos serão então inseminados com os espermatozóides dos respectivos parceiros, e os embriões obtidos transferidos para o útero da doadora e da receptora.
Na modalidade de doação e recepção de embriões, o casal doador doa parte de seus embriões excedentes a outro casal, o casal receptor.

Fertilização in vitro e a cessão temporária do útero: Utilização do útero de outra mulher para receber os pré-embriões gerados por FIV ou ICSI com gametas dos pais biológicos, nos casos de ausência ou disfunções uterinas da mãe biológica.

Fertilização in vitro com diagnóstico genético pré-implantacional (PGD): É uma técnica que consiste em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização in vitro e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, tem por objetivo evitar doenças ligadas ao sexo, cromossomos, ou mesmo doenças gênicas.



Espero ter ajudado a tirar suas dúvidas sobre a FIV!
Beijos





A síndrome pré-menstrual (SPM), também designado por tensão pré-menstrual (TPM), é um termo usado para descrever uma vasta série de sintomas que afectam muitas mulheres durante a segunda metade do ciclo.

A SPM inclui toda uma série de sintomas e estima-se que até 75% das mulheres sofram um ou mais desses sintomas todos os meses. Esses sintomas podem incluir:

  • peito sensível
  • depressão
  • ansiedade
  • dores de cabeça
  • cansaço
  • irritabilidade e agressividade
  • abdómen inchado
  • desejo de certos alimentos
Os sintomas da SPM são mais notados por mulheres na casa dos 20 e 30 anos, embora todas as mulheres menstruadas sejam susceptíveis à SPM. Para a maioria das mulheres, os sintomas causam apenas dificuldades ou desconforto suave a moderado, embora a SPM possa ser grave em alguns casos. A isto chama-se transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).


O que causa a SPM?

Provavelmente, a SPM é a resposta do organismo à alteração dos níveis hormonais associada ao ciclo menstrual, embora ninguém saiba realmente a verdadeira causa. Também se pensa que a SPM pode ter a ver com alterações químicas no cérebro e que uma dieta pode ter algum impacto (sobretudo alimentos salgados e bebidas com cafeína).


Como posso saber se tenho SPM?
Há várias maneiras de diagnosticar a SPM, mas não há nenhum teste definitivo para tal. Existem também outros problemas médicos com sintomas semelhantes aos da SPM, pelo que deve consultar o seu médico para esclarecer quaisquer dúvidas que estejam a preocupá-la.

Para ajudá-la a si ou ao seu médico a diagnosticar a SPM, vale a pena manter um diário durante 3 ou 4 meses onde sejam anotados todos os sintomas físicos e mentais que possa ter sofrido, juntamente com as datas dos períodos menstruais. É útil tomar nota daquilo que sente no dia-a-dia. Após 3 ou 4 meses, é provável que consiga reconhecer um padrão de sintomas. Embora o padrão possa variar de ciclo para ciclo, as mulheres com SPM têm tendência a notar que os seus sintomas param muito rapidamente assim que o período menstrual se inicia. Outro padrão que pode ajudar o seu médico a diagnosticar a SPM é a ausência total de sintomas numa das semanas do ciclo.



O que posso fazer para aliviar os sintomas?

Há uma série de opções à sua disposição para aliviar os sintomas, mas pode ter de fazer algumas experiências e enganar-se algumas vezes, até encontrar o método ideal para o seu organismo.

Alguns dos procedimentos mais directos que têm mostrado ser uma boa ajuda, são beber muita água e fazer uma dieta equilibrada. É boa ideia ingerir muita fruta e vegetais frescos e reduzir a quantidade de sal, açúcar e alimentos processados. Muitas mulheres acham que evitando a cafeína (que entra na composição de chá, café e cola) e o álcool, quando têm SPM, podem reduzir alguns sintomas. Tomar suplementos de vitamina B6 e óleo de onagra tem sido igualmente sugerido como um meio possível de reduzir os sintomas do SPM.

Praticar exercício físico regular também pode ajudar, principalmente porque o exercício reduz o stress e a tensão e pode levantar z moral. Se sofre de SPM, verá que andar a pé, nadar e correr reduz os sintomas – experimente fazê-lo durante 30 minutos, 3 vezes por semana.

Se estas simples mudanças de estilo de vida não a ajudarem a gerir a SPM, o seu médico pode receitar-lhe a pílula contraceptiva que tem dado resultado. O seu médico pode também considerar outras terapêuticas hormonais e, no caso de SPM extremo, prescrever-lhe antidepressivos

Seja qual for a sua experiência com a SPM, é útil entender mais sobre os sintomas que a afectam e saber que sintomas são esses.



Há certas coisas de que todas as mulheres podem beneficiar se conhecerem e entenderem o seu corpo e a sua saúde, sobretudo durante a gravidez. É óbvio que nenhuma matéria na internet substitui uma consulta com um profissional de cuidados de saúde, mas as informações que vou fornecer permitem dispor de um bom conhecimento básico de como tudo funciona.


Conheça:

  • O seu ciclo menstrual e ovulação conheça as alterações hormonais do seu organismo durante o ciclo menstrual e o papel que desempenham na ovulação e na gravidez.


Sinais da ovulação:

Provavelmente, já sabe bastante sobre o seu ciclo menstrual – como a frequência dos seus períodos e a respectiva abundância. Nesta página vamos analisar mais profundamente o ciclo menstrual da mulher, a ovulação e os períodos. É óbvio que nenhum website substitui uma consulta com um profissional de cuidados de saúde, mas as informações que fornecemos permitem dispor de um bom conhecimento geral de como tudo funciona.


Entenda o ciclo menstrual e a ovulação:

A duração do ciclo da mulher é variável, sendo a mais comum entre os 23 e os 35 dias. Qualquer variação na duração do ciclo é mais provável que ocorra na fase anterior à ovulação (a chamada fase folicular). A maioria das mulheres tem um ciclo de 12 a 16 dias entre a ovulação e o início do período menstrual seguinte (a chamada fase lútea).


O ciclo menstrual: 

O período: O primeiro dia do seu ciclo menstrual é o primeiro dia do seu período. Geralmente, a partir daí o período prolonga-se por cerca de 3 a 7 dias. Provavelmente, já reparou que as dores menstruais, se as tiver, são mais fortes no primeiro dia do período. Isso deve-se ao facto de as hormonas do organismo estarem a forçar o útero a libertar o revestimento interior que se formou no ciclo anterior.

Preparação para a ovulação:  No início do ciclo, o seu organismo envia um sinal ao cérebro para que comece a produzir a hormona estimuladora dos folículos (FSH), a principal hormona envolvida na produção de óvulos maduros. Os folículos são as cavidades cheias de líquido existentes nos ovários. Cada folículo contém um óvulo imaturo. A FSH estimula uma série de folículos a desenvolverem-se e a iniciarem a produção de estrogénios. No primeiro dia do período menstrual, os estrogénios estão no seu nível mais baixo. A partir daí, começam a aumentar.

Normalmente, um folículo torna-se dominante e o óvulo amadurece dentro do folículo à medida que ele se torna maior. Simultaneamente, a quantidade crescente de estrogénios no organismo garante o engrossamento do revestimento interior do útero com sangue e nutrientes. Assim sendo, se realmente engravidar, o óvulo fertilizado terá todos os nutrientes e apoio de que necessita para crescer. Os níveis elevados de estrogénios estão também associados ao aparecimento de muco 'amigo do esperma‘ (ou, para lhe dar o nome técnico, muco cervical). Este muco pode aparecer sob a forma de corrimento fino, escorregadio, num branco baço. O esperma move-se com maior facilidade neste muco e pode sobreviver nele durante vários dias.



Ovulação: O nível de estrogénios no organismo continua a aumentar e, finalmente, provoca uma súbida rápida da hormona luteinizante (muitas vezes designada por 'pico de LH‘). Este pico de LH dá ao óvulo maduro o empurrão final necessário para que ele termine o seu amadurecimento total e se liberte do folículo. Este processo é conhecido como ovulação.

Muitas mulheres pensam que fazem a ovulação no 14º dia, o que nem sempre acontece. O dia de ovulação varia consoante a duração do seu ciclo. Algumas mulheres sentem pontadas durante a ovulação, mas muitas há que não sentem nada e não há mais nenhum sinal que indique que está em curso a ovulação.



Após a ovulação: Depois de se soltar, o óvulo (ou óvulos) move-se ao longo da trompa de Falópio em direcção ao útero. O óvulo pode sobreviver até 24 horas. A sobrevivência do esperma é mais variável mas é, normalmente, de 3-5 dias, pelo que os dias que conduzem à ovulação e o dia em que ocorre a própria ovulação, são os seus dias mais férteis – aqueles em que tem mais hipóteses de engravidar. Logo após a ovulação, o folículo começa a produzir outra hormona: progesterona.

A progesterona tem agora a missão de engrossar o revestimento interior do útero, preparando-o para um óvulo fertilizado. Entretanto, o folículo vazio começa a encolher, mas continua a produzir progesterona e inicia igualmente a produção de estrogénios. Nesta fase, pode notar sintomas de tensão pré-menstrual (TPM), como peito sensível, inchaço, letargia, depressão e irritabilidade.





Preparação para o próximo período: À medida que o folículo vazio encolhe, se o óvulo não for fertilizado, os níveis de estrogénio e progesterona diminuem porque estas hormonas deixam de ser necessárias. Sem os elevados níveis de hormonas para ajudar a mantê-lo, o espesso revestimento interior do útero começa a subdividir-se e o organismo liberta-o. Este é o início do seu período e também do seu próximo ciclo.




Ou para a gravidez: Se tiver sido fertilizado, o óvulo pode implantar-se com sucesso no revestimento interior do útero. Isto ocorre, normalmente, cerca de uma semana depois da fertilização.

Após a implantação do óvulo fertilizado, o organismo começa a produzir a hormona da gravidez, a gonadotrofina coriónica humana (GCh), que mantém activo o folículo vazio. Continua a produzir estrogénios e progesterona para impedir que o revestimento interior do útero seja libertado, até que a placenta (que contém todos os nutrientes necessários ao embrião) esteja suficientemente madura para manter a gravidez.






A tireóide é uma glândula endócrina importantíssima para o funcionamento harmônico do organismo. Os hormônios liberados por ela, T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina) estimulam o metabolismo, isto é, o conjunto de reações necessárias para assegurar todos os processos bioquímicos do organismo.

Os principais distúrbios da tireóide são o hipotireoidismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) e o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios), doenças que incidem mais nas mulheres do que nos homens.



Sintomas

Hipotireoidismo: Cansaço;  Depressão;  Adinamia (falta de iniciativa); Pele seca e fria; Prisão de ventre; Diminuição da frequência cardíaca; Decréscimo da atividade cerebral; Voz mais grossa como a de um disco em baixa rotação; Mixedema (inchaço duro); Diminuição do apetite; Sonolência; Reflexos mais vagarosos; Intolerância ao frio; Alterações menstruais e na potência e libido dos homens.

Hipertireoidismo: Hiperativação do metabolismo;  Nervosismo e irritação;  Insônia;  Aumento da frequência cardíaca;  Intolerância ao calor;  Sudorese abundante; Taquicardia; Perda de peso resultante da queima de músculos e proteínas; Tremores; Olhos saltados; Bócio; Comprometimento da capacidade de tomar decisões equilibradas.


Causas:

Hipotireoidismo: Tireoidite de Hashimoto, uma doença auto-imune que provoca a redução gradativa da glândula;  Falta ou excesso de iodo na dieta.

Hipertireoidismo: Doença de Graves, doença hereditária que se caracteriza pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva dos hormônios tireoidianos;  Bócio com nódulos que produzem hormônios tireoidianos sem a interferência do TSH, hormônio produzido pela hipófise.


Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser feito pela dosagem do hormônio TSH produzido pela hipófise e dos hormônios T3 e T4 produzidos pela tireóide.
Níveis elevados de TSH e baixos dos hormônios da tireóide caracterizam o hipotireoidismo. TSH baixo e alta dosagem de hormônios da tireóide caracterizam o hipertireoidismo.


Tratamento:

Em ambos os casos o tratamento deve ser introduzido assim que o problema é diagnosticado e depende da avaliação das causas da doença em cada paciente.
No hipotireoidismo, deve começar de preferência na fase subclínica com a reposição do hormônio tireoxina que a tireóide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons.
No hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia e depende das características e causas da doença. Deve começar logo e ser prescrito principalmente na 3ª idade a fim de evitar a ocorrência de arritmias cardíacas, hipertensão, fibrilação, infarto e osteoporose.


Recomendações:

  •  Não se assuste com a idéia de epidemia de problemas na tireóide. Avanço nas técnicas de diagnóstico explica o aumento do número de casos;
  • A ingestão regular do iodo contido no sal de cozinha evita a formação de bócio;
  • A dosagem do TSH deve ser medida depois dos 40 anos com regularidade;
  • Hormônios tireoidianos não devem ser tomados nos regimes para emagrecer (produzem maior queima dos músculos do que de gordura);
  • Procure adotar uma dieta alimentar equilibrada. É engano imaginar que o hipotireoidismo seja fator responsável pelo ganho de peso, porque as pessoas costumam ter menos fome quando estão com menor produção dos hormônios tireoidianos;
  • Atividade física regular é indicada nos casos de hipotireoidismo, mas contra-indicada para pacientes com hiprtieoidismo;
  • Fumar é desaconselhável nos dois casos;
  • Não minimize o mau funcionamento da tireóide. Discuta com o médico a melhor forma de tratamento para seu caso e siga suas orientações.


Quando você ovula, a temperatura Basal (temperatura do corpo em repouso) aumenta de 0,3 a 0,4 grau devido a secreção de progesterona, hormonio que só é identificado no organismo após a ovulação... Por isso quem faz o acompanhamento direitinho (verificando e registrando), consegue após alguns ciclos identificar sua ovulação e até perceber se engravidou ou não...pois depois de 10 a 16 dias a temperatura começa a baixar para a menstruação chegar, se você engravidou a temperatura mesmo após esses dias vai continuar alta...
Mas agora vem a pergunta, como utilizar a Temperatura Basal ?? Vamos lá...


- Você deve verificar a temperatura todos os dias , logo que acordar, após pelo menos 4 horas de sono, se possível no mesmo horário, antes de se levantar, falar, se movimentar (isso pode alterar a temperatura), assim você registrará a temperatura do corpo em repouso, a chamada temperatura basal.
- A temperatura pode ser verificada pela boca, ou vagina, lembrando que se optar pela boca, deverá colocar o termômetro sempre no mesmo local...Sou mais a favor da via vaginal, pois a temperatura não oscila muito e o gráfico fica mais fácil de analisar...é só introduzir a pontinha do termômetro (sempre limpo ok!!) e aguardar o apitinho se o termômetro for digital ou os minutos se ele for de mercúrio...
- Você deverá anotar a temperatura todos os dias. Assim perceberá o aumento de temperatura no período ovulatório.





Fertilidade e Concepção: Muitas vezes a falta de ovulação é causa da infertilidade. Um dos métodos mais simples de verificar a altura da ovulação é medindo a sua temperatura corporal basal. Os resultados da temperatura basal corporal são anotados numa tabela, durante vários ciclos, predizendo a sua ovulação. Esta tabela diária mostrará a altura da ovulação de forma eficaz e simples. Para além de tudo, indicar-lhe-á o período certo para conceber.


Como medir o ciclo menstrual? Um ciclo menstrual mede-se a partir do primeiro dia da menstruação até ao último dia antes da próxima menstruação. Regra geral, um ciclo dura cerca de 28 dias, surgindo a ovulação a meio do ciclo, cerca do 14º dia. O período fértil surge 3 dias antes da ovulação e dura até 2 dias depois da ovulação. Um óvulo sobrevive até 24 horas depois da ovulação.

 

Quando e como medir a temperatura basal? Usualmente um ciclo menstrual regular e uma tensão pré-menstrual (TPM) significam que existe uma ovulação normal. Porém, medir a temperatura corporal basal é uma das formas de saber se existe, e quando ocorre a ovulação.
Implica medir diariamente a temperatura, logo quando acordar, mesmo antes de sair da cama, e antes de fazer qualquer coisa. Resumindo, acorda e tira logo a temperatura. Para o fazer deve colocar o termómetro na boca, no recto ou vagina, porém se colocar na boca é mais eficaz, pois na boca, em menos tempo consegue-se verificar a temperatura.



Que termometro usar? O ideal é usar um termómetro electrónico que detecte variações de décimas de temperatura. Se usar um outro também é apropriado, apenas deve ter em conta que deve colocar o termómetro na boca 5 minutos; se optar por medir a temperatura na vagina, ou no recto então deverá esperar pelo menos 7 minutos.
Este método de medição da temperatura basal funciona se for registando diariamente a sua temperatura, durante alguns ciclos. Depois verificará que os valores formam um gráfico e pela observação desse gráfico perceberá qual é o seu período fértil.





Quando pode esperar mudanças da temperatura? A sua temperatura basal será mais baixa durante as 2 primeiras semanas do ciclo, que antecedem a ovulação, pois a presença da hormona do estrogénio mantém a temperatura entre os 36/36.5ºC.
Imediatamente a seguir à ovulação, a progesterona “aquece a temperatura” e há um aumento de 0.5 a 0.8ºC (cerca de 37ºC)até à altura do próximo período menstrual. Esta temperatura surge quando a ovulação já ocorreu. Poderão existir picos de temperatura noutros dias mas, a menos que estes se mantenham, é pouco provável seja devido à ovulação ter ocorrido.
Se o seu ciclo menstrual for regular e fizer o gráfico durante alguns ciclos vai conseguir predizer quando surgirá a ovulação.
Se durante todo o ciclo, a temperatura basal permanecer abaixo dos 37ºC sem um pico significativo, significa que não existiu ovulação nesse ciclo.
Todos os valores da temperatura devem ser registados numa tabela. Se preferir pode elaborar um gráfico que represente a sua temperatura corporal basal. Poderá inserir os dados numa tabela Excel e elaborar um gráfico com os mesmos.




Se não aumentar a temperatura?
Se surgir um ciclo anovulatório (sem ovulação), poderá ser devido à disfunção dos ovários, levando o ovário a não libertar o óvulo. Quando isto acontece, o ovário também não liberta as hormonas sexuais que regulam a contracção do tubo-uterino e o desenvolvimento anormal do endométrio. A medição da temperatura basal é muito eficaz, mas um ultra-som ao diâmetro do folículo também se pode revelar muito eficaz, na detecção de problemas deste género.
Que factores podem afectar a temperatura basal?
A temperatura basal pode ser afectada caso não tenha tido uma boa noite de sono, se não teve pelo menos 3 horas de sono consecutivo depois de ter feito sexo, se teve febre ou se bebeu álcool na noite anterior.



Outra opção ao gráfico da temperatura basal?
A ovulação surge quando a Hormona Luteinizante aumenta, e provoca a libertação do óvulo pelo ovário. A percentagem da Hormona Luteinizante aumenta na circulação sanguínea entre 24 a 36 horas antes da ovulação ocorrer. Como esta hormona é eliminada pela urina, um teste à urina permite saber se existe mais ou menos percentagem desta hormona. Caso exista uma percentagem de Hormona Luteinizante na urina prevê-se a ocorrência da ovulação.
Existem testes de ovulação à venda em farmácias para fazer à urina em casa. Se o seu teste tiver um resultado positivo, então a sua ovulação irá ocorrer 24 a 48 horas depois desse resultado positivo. Porém estes testes à urina têm de ser feitos durante vários dias - sendo mais dispendiosos que a medição da temperatura basal -, até detectar a presença significativa da Hormona Luteinizante (resultado positivos). Se o seu ciclo é de 28 dias deverá de começar a fazer o teste cerca do 9º dia depois do primeiro dia da menstruação.




Pode-se detectar uma gravidez através da temperatura basal?
Sim, caso a temperatura basal permanecer elevada mesmo depois da fase do período menstrual passar (caso ele não surja), isso pode ser um sinal de que está grávida. Quando conceber, o óvulo é fertilizado nas trompas de Falópio, que de seguida levará cerca de uma semana a viajar até ao útero, onde será implantado. Este é o tempo que o corpo tem para detectar a sua gravidez. Quando é libertada hormonal hCG(gonadotrofina coriônica humana), é normal que a temperatura do corpo suba, não de forma tão óbvia como quando ocorreu a ovulação, mas com alguma relevância, podendo ser detectada cerca de uma semana a 12 dias, depois do primeiro pico de temperatura.



Medir a temperatura basal é suficiente?
Não, pois fazer apenas o gráfico da temperatura basal apenas lhe dirá se a ovulação ocorreu. Como o óvulo apenas pode viver entre 12 a 24 horas, na altura em que a temperatura subir, um dia ou dois depois da ovulação, o óvulo já foi perdido.
Porém, é importante anotar a temperatura basal porque é um indicador excelente para determinar quando ocorre a fase ovulatória, e para determinar se a segunda fase do ciclo - a fase lútea - é longa o suficiente para conseguir uma fertilização (esta fase deve durar pelo menos 9 a 10 dias, depois de ocorrer a ovulação até ao dia do próximo período menstrual).
Quando estiver a anotar a sua temperatura basal, junte também outros sinais de fertilidade, para determinar a altura ideal para conceber, usando também indicações sobre o muco cervical para determinar a sua fase mais fértil.









1- O que é indutor de ovulação? Quando é indicado?
O indutor de ovulação é uma medicação para estimular a ovulação da mulher, podendo ser a base de citrato de clomifeno, ex. Clomid, Indux, Serophene, Dufine, ou a base de gonadotrofinas - FSH e LH, ex. Gonal, Menopur.

Citrato de Clomifeno é o tipo de indução mais leve, indicado para casos de problemas ovulatórios mais simples.

Gonadotrofinas é um tipo de indução utilizado em casos de procedimentos de fertilização(FIV, ICSI, IA) e em casos de SOPs mais severos, em que a paciente não responde ao tratamento com citrato de clomifeno e metformina.




2- Quais os efeitos do indutor? Os sintomas variam de mulher pra mulher e de ciclo pra ciclo, os mais comuns são, dores/desconforto abdominal, inchaço, dores nos seios, gases, dor de cabeça, enjôo, azia, calores, espinhas(oleosidade da pele ), atraso menstrual, corrimento escuro (em pouca quantidade) e pequenas tonturas.

Com indutor o ciclo tb pode ficar um pouco mais longo, até uns 4 dias, e o fluxo tende a ser menor e mais escuro. Em alguns casos tb o ciclo pode ficar mais curto, entre 2 e 4 dias.



3- O indutor altera o muco cervical? Por quê não percebo o muco com indutor?
Seus efeitos antiestrogênicos podem influenciar negativamente o endométrio e muco cervical. Ele pode fazer com que o muco diminua bastante, muitas vezes se tornando imperceptível, e fazendo com que ele sofra alterações durante todo o ciclo.

Nos 1os ciclos geralmente se nota alterações significativas, principalmente se havia problemas de anovulação, como muco elástico junto ou logo após a monstra, muco leitoso/pastoso, antes e pós período fértil.



4- Como posso saber meu PF usando indutor? O ideal quando se usa indução é fazer o controle de ovulação com ultra-sonografia seriada transvaginal, até que os folículos atinjam um tamanho ideal (em sincronia com o endométrio – que é o tecido que reveste o interior do útero, onde ocorre a implantação do embrião)

Como nem sempre os médicos solicitam o controle com US seriada, o que particularmente acho errado, uma dica pra saber o PF é:

- Depois q se toma o último comprimido a ovulação deve ocorrer entre o 4 a 7, às vezes um pouquinho mais até 12 dias. É bom namorar regularmente durante todo o ciclo, e intensificar nesse período.



5- O que é US seriada? São ecografias(ultrassom) transvaginais feitas no PF, geralmente com 1 ou 2 dias de intervalo, conforme o médico indica, pela evolução dos folículos. A 1a US é indicada pelo médico, conforme o ciclo da paciente.


6- O que é um folículo dominante? Um folículo é considerado dominante quando atinge 10mm ou mais, o que ocorre, em média, a partir do 10o dia do ciclo, mas pode variar conforme o tamanho do ciclo.


7- Qual o tamanho certo de rompimento dos folículos e do endométrio para que ocorra a ovulação? Os folículos crescem, em média, 2mm dia e rompem entre 19 e 23mm, sem indutor. Com indutor essa faixa aumenta até 29mm, podendo atingir até um pouco mais, 35 ou 37mm.

O endométrio cresce em média 1 a 2mm dia e deve atingir entre 7 e 15mm para que haja ovulação.

Isso significa:
Ovulação = folículo(s) c/tamanho de rompimento + espessura do endométrio suficiente.




8- Como posso ter certeza que houve ovulação? Além do controle com US seriada, é importante fazer uma dosagem de progesterona a partir do 21o dia do ciclo, pois nem sempre o folículo eclode um óvulo, o que não é diferenciado apenas com a US seriada.




9- O indutor faz efeito logo no 1º ciclo? Nem sempre, geralmente a resposta ováriana ocorre após o 2º ciclo de indução, por isso sendo indicado um tratamento de 3 ciclos.




10- Tenho chances de engravidar logo no primeiro mes de tratamento, se demora alguns meses para conseguir?
Sim, mas na maioria das vezes a partir do 2º ou 3º ciclo. Depende muito do problema que se tem.





11- Com a indução da ovulação fica mais difícil dos óvulos fecundados se fixarem, correndo maior risco de aborto, é verdade isso?O que acontece é com o uso prolongado do indutor o endométrio tende a ficar mais fino, o que então pode causar o problema da fixação ao útero, mas mesmo assim é uma coisa que pode acontecer, não é regra, e existem outras medicações, a base de estradiol, que podem ser adminstradas junto com o indutor pra que isso não aconteça.

Por isso, é muito importante tomar só sobre prescrição e acompanhamento médico e fazer o controle com US seriada.





12- Por que alguns médicos indicam tomar no 2º e 5º dia do ciclo outros apartir do 5º? Pelo que minha médica explicou, isso é meio como uma preferência do médico, tem uns que indicam a partir do 2º, outros do 3º, outros do 5º, tipo, indicam assim pra todas as pacientes. Mas a grande diferença, que vejo, é que quando se toma antes a tendência é ovular antes, pois quando se toma o último comprimido a ovulação ocorre entre 4 a 12 dias.

Outra coisa que descobri quando comecei a me tratar com uma especialista, é que quando se toma 2 comprimidos dia (100mg), deve-se tomar os comprimidos com uma diferença de 12 hs e não os dois juntos, pois assim tem um efeito melhor.




13- Posso tomar indutor de ovulação por conta própria? Nunca! O indutor deve sempre ser tomado com prescrição e acompanhamento médico, pois assim como pode ajudar, pode prejudicar, pode gerar cistos, disfunções hormonais, trombose, hiperestímulo, podendo levar até a perda do ovário em casos extremos, e até câncer de ovário.

O médico prescreve a dosagem e a forma de uso baseado no histórico médico da paciente, não é porque serviu pra uma pessoa que o mesmo tratamento serve para outra.



14- O indutor pode alongar minha fase lútea? Pode, entre 1 a 2 dias, mas não é regra. Fase lútea é a fase do ciclo pós ovulação até a chegada da monstra.




15 - O indutor pode influenciar no resultado do exame de fármacia ou do beta HCG?
Não, apenas medicações a base de HCG tem esse efeito, o que não é o caso do indutor de ovulação.
16 - Indutor engorda? Não, o indutor pode aumentar a retenção de líquidos como qualquer medicação a base de hormônios, claro que o apetite com o uso tb pode aumentar, então não é o medicamento q engorda e sim nós que estamos propensas a comer mais e reter mais líquidos. Uma boa dica pra evitar a retenção de líquidos é tomar água de cocô.


17 - Depois do tratamento com indutor meu ciclo pode desregular? Sim, assim como quando paramos o AC, é normal desregular após o tratamento com indutor, pois ele tb é a base de hormônios.


18 - Com indutor é normal ter muitos folículos? Posso engravidar de gêmeos/trigêmeos? Sim, com o estímulo do indutor, é normal se ter vários folículos dominantes, o que geralmente ocorre é que um evolui e eclode e os demais acabam regredindo.
A gravidez múltipla pode ocorrer com o uso do indutor, mas não é comum. As chances de se ter dupla ovulação, sendo uma em cada ovário, geralmente é o mais comum, mas mesmo assim a chances de gêmeos é baixa.


19 - Quando devo namorar? O PF com indutor ocorre, após tomar o último comprimido, entre 4 a 12 dias, então o ideal é manter treinos regulares durante o ciclo, pelo menos 3x por semana, e intensificar durante o PF para dia sim, dia não.


20 - Mesmo tendo tomado indutor posso não menstruar? Pode, o indutor tb age como um regulador hormonal, mas se não ocorrer a ovulação, ocorrer um cisto ou o endométrio estiver muito fino a menstruação pode não descer. E claro se vc engravidar a menstruação tb não virá.
Nesse caso o melhor é procurar o médico e fazer um beta, se der negativo, fazer uma US e um exame de progesterona, para confirmar se houve ovulação e verificar o que está acontecendo.




21 - Posso usar indutor por mais de 6 ciclos? Não é indicado, pois aumentam as chances de cistos, hiperestímulo, trombose e até de câncer de ovário. Se foram feitos mais de 3 ciclos e não houve ovulação, então o melhor é trocar a forma de indução, pois o citrato de clomífeno mostra-se sem efeito. É importante avaliar se houve ovulação, se houve ovulação nos 3/6 ciclos e não houve gravidez, sinal que é preciso investigar outros fatores, que o problema não é, ou não é só ovulatório. Se não houve ovulação, ou houve pouca resposta ovariana, então precisa-se avaliar outras formas de indução, pois o citrato de clomifeno não está resolvendo.



22 - Qual a diferença entre o clomid, indux, serophene e dufine? O princípio ativo é o mesmo, o citrato de clomífeno, o que varia é o nome comercial, o laboratório e o preço, mas o efeito é o mesmo. O indux é o mais em conta e o serophene o mais caro.


22 - O indutor melhora a qualidade do óvulo? Não, a única medicadação que age diretamente melhorando a qualidade do óvulo é o ácido fólico.
Na verdade o indutor pode até diminuir um pouco a qualidade, quando usado em alguém q ovula normalmente, 2o a opnião de alguns especialista que tive contato, pois são hormônios artificiais, que forçam o organismo a agir. Então o conselho é que, se vc ovula normalmente, quanto menos medicação melhor, pois o organismo sabe a hora e o ponto de maturação certo para que ocorra a ovulação.


23- Tomei indutor mas só tenho um folículo dominante e agora?O que importa para conseguir engravidar é ter um folículo dominante que evolua e ecloda, gerando um óvulo, claro que as chances são maiores quando se tem vários, mas às vezes tem-se vários de baixa qualidade, então é muito melhor ter um de boa/ótima qualidade.



24- O indutor altera a temperatura basal?Não, pois o indutor não altera a progeterona. Ou seja, vc pode usar o método da temp basal normalmente, pois o indutor não influencia nas taxas de progeterona, q é o que marca a temp. basal.


25- Quais são os riscos de má formação e de problemas de saúde para as crianças nascidas por tratamento de infertilidade/indução?O tratamento da infertilidade/indução não provoca riscos de saúde as crianças e má formação. A incidência de malformações em crianças nascidas por tratamentos seguidos de indução da ovulação é a mesma que na população normal, ou seja, não aumenta em nada as chances.



26- Mesmo tomando indutor posso não ovular?Sim, mesmo tomando indutor você pode não ter ovulação, por isso tb é importante um controle de ovulação. É mais comum acontecer no 1o ciclo ou em casos de anonvulação mais crônicos e de ovários policísticos.



27- O indutor pode atrasar meu ciclo e eu não estar grávida?Sim, o indutor pode alongar o ciclo em média em 2 a 5 dias. Se passar disso pode ser que vc não tenha ovulado ou o indutor tenha gerado algum cisto ou o endométrio tenha afinado muito.




28- E o que eu faço se minha menstruação atrasar mais q 5 dias?Faça um beta quantitativo e procurar o médico. O médico, se o beta for negativo, irá pedir um exame de progesterona e um ultrassom, pra avaliar o que houve.




29-Tenho cólicas muito fortes, é normal?O indutor deixa o útero e os ovários muito sensíveis, além de causar muitas contrações do útero o que pode gerar cólicas bem fortes. Se vc estiver com muitas dores antes ou no período fértil e não tiver fazendo controle de ovulação procure o médico, pois pode seu uma hiperovulação, o que pode ser bem sério.


Espero ter esclarecido algumas dúvidas!
Qualquer coisa deixe um comentário! Beijos.
 











A SOP é um distúrbio que se manifesta de diversas formas. A presença de amenorréia (ausência de menstruação por mais de três ciclos ou seis meses), de hirsutismo (aparecimentos de pêlos mais grossos em locais dependentes da ação de andrógenos como o tórax, o queixo, entre o nariz e o lábio superior, o abdome inferior e as coxas) e o aumento dos ovários ocorrem somente nos casos avançados. As mulheres afetadas têm sintomas de aumento de andrógenos (hormônios masculinizantes), irregularidades menstruais e amenorréia. A síndrome se inicia na puberdade e é progressiva.

O desenvolvimento de técnicas mais apuradas de ultra-sonografia tem possibilitado maior detalhamento do aumento dos ovários. Há vários estudos sendo conduzidos sobre as alterações endócrino-metabólicas relacionadas com a síndrome e, no momento, o tratamento visa a diminuição das complicações futuras relacionadas com a anovulação(ausência de ovulação) e com a exposição às alterações hormonais.





Qual é a sua Causa?


O mecanismo preciso ainda não é conhecido. No entanto, já é sabido que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos (hormônios masculinizantes) pelos ovários. Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH.(LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante)




Seus Sintomas e Sinais Físicos:


A anovulação, obesidade, hirsutismo e presença de múltiplos cistos pequenos em ambos ovários são os sinais clássicos. No entanto, um amplo quadro de alterações clínicas e laboratoriais também faz parte do quadro. O instituto nacional de saúde norte-americano definiu que o aumento de andrógenos e a anovulação são duas características capazes de levar ao diagnóstico. É importante, no entanto, que se descarte outras causas como tumores secretores de andrógeno, doenças da glândula supra-renal e aumento da produção de prolactina (hormônio produzido pela hipófise).

Os sintomas mais comumente queixados pelas mulheres são: irregularidades menstruais, infertilidade, obesidade e sintomas relacionados com aumento de androgênios – hirsutismo e acne. A maioria das mulheres tem a primeira menstruação numa idade normal, mas iniciam
com ciclos irregulares que gradualmente se tornam mais irregulares, geralmente levando a amenorréia.

Recentemente tem sido mostrado a associação da SOP à resistência periférica à ação da insulina o que pode levar à intolerância à glicose e ao diabetes mellitus tipo 2.


Quais são as Possíveis Complicações da SOP?

A SOP não tratada tem progressão até a menopausa, quando devido à falência ovariana, cessa a produção de estrógenos e andrógenos. Estudos em andamento têm relacionado a SOP com um maior risco de doenças cardiovasculares o que fica reforçado devido às alterações de gorduras (colesterol total e frações e triglicérides) corporais também presentes na SOP. As outras complicações estão relacionadas com as alterações resultantes da anovulação: infertilidade, irregularidades menstruais variando de amenorréia a hemorragias uterinas, hirsutismo e acne. Mais importante ainda é a exposição do endométrio (revestimento interno uterino) contínua ao estrogênio, sem a presença da ação da progesterona contrabalançando-o, por encontra-se ausente devido às alterações hipófise – ovarianas. Essa exposição contínua pode propiciar o aparecimento de câncer de endométrio cujo risco é três vezes maior em mulheres com SOP. Além disso, há estudos sugerindo que a anovulação crônica durante a idade fértil, está relacionada com maior risco de câncer de mama após a menopausa.


Espero ter ajudado!!
Beijos.