Oi amorecas,
 
Amanhã (31/12/2012) é o dia de ir buscar as medicações no consultório da Go e fazer uma ultra pra saber  se tá tudo certinho comigo, apesar de já ter feito uma ultra na sexta feira.
 
 
 
Nesse post vou mostrar quais medicações que irei usar no procedimento.
Inicialmente usarei o medicamento injetável Gonapeptyl, ele é aplicado na barriga, subcutânea.
Este medicamento custa em torno de R$ 250,00.
 


 
Após o uso do Gonapeptyl, iniciarei com Puregon... Assim que menstruação descer!
O Puregon custa em torno de R$750,00 cada ampola, usarei em torno de 5 ampolas na FIV.
 
 
Após o uso do Puregon, será usado o Ovidrel para romper os foliculos e liberar o óvulos.
O Ovidrel custa em torno de R$250,00.
 

 
Como sou portadora de trombofilia logo após a transferência dos embriões terei que usar a Heparina, usarei da marca Versa.
Cada injeção preenchida custa em torno de R$ 40,00.
 
 
  As injeções subcutânea é aplicada na barriga, quatro dedos ao lado do umbigo.
 
 
 
Segue um vídeo explicando como é feito o procedimento da FIV. 
 
 
 
 
Bom, é isso!! Qualquer novidade passarei aqui pra contar a vcs.
E qualquer dúvida estou ha diposição!!
 
Beijinhos!!



Bom gente,

Como havia dito, no início do ano fiz o ciclo com o Coito Programado! Agora eu vou relatar como foi o procedimento!!

 
 
O coito programado é simplesmente namoros programados, com a  ajuda de medicamentos para induzir a ovulação e acompanhamento do ciclo com ultrassons.
 
Antes do coito programado fiz três ciclos com Indux, porem eles deixaram meus ovários cheios de cistos e não consegui ovular com ele. Então minha ginecologista indicou o coito programado.
Agora vou relatar como foi o procedimento...
 
 
Assim que a menstruação desceu fiz a primeira ultrasson pra saber se tava tudo certo, no segundo dia do ciclo comecei a tomar o Puregon.
 
 
Nesse ciclo, utilizei 02 caixas de Puregon 600 UI, cada caixa custou na época em torno de R$750,00.
 
Depois de ter tomado o puregon e feito o acompanhamento do ciclo com as ultras, eu estava com 02 foliculos dominantes no Ovário direito e 01 no Ovário esquerdo.
 
Então chegou a hora de tormar o Ovidrel ( o Ovidrel ele faz com que os foliculos rompam e liberem os óvulos, ocorra a ovulação)
 
 
Nesse ciclo, utilizei 01 caixa de Ovidrel, que custou na época em torno de R$250,00.
 
 
Após tomar o Ovidrel foi indicado que namorasse em dias alternados durante o tempo que ginecologista disse! Então fiz tudo direitinho, conforme indicado!! E que iniciasse a utilização do Versa (heparina) por conta da trombofilia.
 
 
 
Na última ultrasson, foi visto que eu tinha ovulado e agora era só esperar o dia do beta! Pois tinha feito TUDO direito, mas infelizmente deu negativo, mas continuei na luta!!
 
 
' Um dia Deus fará meu sonho virar realidade... '
 

 





Oi gente,
Hoje começo a relatar a minha história rumo a FIV, como tudo começou, por que a FIV...



 
Sou casada há 5 anos com Pedro e venho tentando engravidar há 5 anos... Em janeiro de 2011 comecei a fazer um acompanhamento com a Dra. Altina Castelo Branco, ela me passou vários exames, inclusive a temida histerossalpingogragia.

 
No resultado da histero notou-se que a trompa direita era posicionada crânio-lateral (inclinada para cima) então fui encaminhada para uma videolaparoscopia para corrigir a trompa, mas a go deixou claro que esse não era o motivo por não conseguir engravidar.  Fiz a videolaparoscopia no dia 07/07/12, a cirurgia durou cerca de 4 horas, mas tudo ocorreu bem, durante a cirurgia foi diagnosticado focos de endometriose e durante a mesma os focos foram cauterizados. Após 1 mês de repecuperação já fui liberada para voltar aos treinos com a ajuda do Indux para induzir a ovulaão durante 3 meses. Mas infelizmente não consegui. Então decidi ficar alguns meses tentando naturalmente. Nesse período fiz outros exames onde foi diagnosticado a trombofilia, eu su portadora da mutação C677T no gene da enzima Metileno Tetrahidrofolato Redutase (MTHFR), homozigoto (quando é hereditário, de família) terei que tomar heparina durante toda gravidez!
 
No inicio de 2012 decidir tentar o coito programado. Fiz a indução com Puregon, fiz as ultras seriadas, tomei o Ovidrel, ovulei e treinei direitinho, tudo certo, era só esperar o dia de fazer o Beta! Mas infelizmente foi negativo.
Então decidir tentar naturalmente e consultar outros médicos. Consultei outros 2 médicos ginecologistas em Reprodução Humana aqui em Recife: Dr. Arminio Collier e Dr. Claudio Moreira.
                                                

Dr. Claudio me passou outra histerossalpingografia, que o resultado da nova histero deu MUITO parecida com a primeira, então ele me indicou para outra videolaparoscopia ou a FIV, então decidir partir para outra video. Então ele me enchaminhou para o ginecologista Dr. Bruno Leira, fiz os exames pré-operacionais, mas alguns exames deram alterados, mas durante esse processo minha go Dra. Altina C. Branco entrou em contato comigo e perguntou se eu queria ser ovodoadora e minha resposta foi SIIIIM!!       
A receptora irá pagar todo o meu tratamento (incluindo a medicação), que custa em torno de R$15.000,00, a única coisa que pagarei é a transferência dos embriões do laboratório para mim e doarei alguns dos meus ovulos para a receptora.
 
Então tive que fazer alguns exames (HIV, Hepatite, Cultura de secreção vaginal, Cariotipo, entre outros exames)... Tudo de certo, graças a Deus!!
 
Dia 29/12 farei o exame de dosagem de progesterona pra saber se tá tudo ok.
Dia 30/12 começo com as injeções de Gonapeptyl, durante 21 dias.
 
A cada semana relatarei tudo sobre essa minha nova etapa na vida de tentante.
Creio que Deus irá fazer o milagre nascer em meu ventre...
 
 
 
Medicamentos que irei utilizar na FIV:
  •  Puregon 600 UI  R$772,00 (cada ampola) Pode ser utilizada de 05 a 07 caixas.
  • Gonapepityl R$240,00 utiliza 01 caixa
  • Ovidrel R$240,00 utiliza 01 caixa
Ps.: Esta medicação receberei da Receptora.

 
 
Pra quem não sabe o que é Ovodoação acessa aqui: http://endometrioseeinfertilidade.blogspot.com.br/2012/10/ovodoacao.html


Falência Ovariana Prematura: Saiba tudo!!

'Mulheres com o problema tem chances inferior a 10% de engravidar naturalmente.'

 
Falência ovariana prematura ou Menopausa precoce, é quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos, mas ela pode aparecer em idades variadas. A menopausa precosa pode acontecer antes da puberdade, a mulher apresentará falha no desenvolvimento sexual e suas menstruações não começarão. Se aparecer após a puberdade, a mulher apresentará ausência de menstruações e infertilidade. O diadnótico pode ser experiência difícil e desagradável para mulher e sua família.
Quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos aparente, os médicos preferem identificar o processo como falência ovariana prematura. A falência ovariana prematura pode ter causas genéticas ou ser consequências de uma doença auto-imune como a artrite reumatóide, o lupus e o diabetes.

 
 

 

Causas:

Na maioria dos casos não são identificada as causas, mas as mais conhecidas são:
  • Falha dos ovários no desenvolvimento fetal.
  • Síndrome de Turner, onde os ovários contêm apenas poucos folículos.
  • Problemas genéticos.
  • Anticorpos antiovário; agem contra os ovários.
  • Dano físico ovarioano por infecções.

Sintomas da Menopausa Precoce:
  • Ondas de calor;
  • Suor noturno;
  • Irregularidade menstrual;
  • Ressecamento vaginal;
  • Diminuição da líbido;
  • Incontinência urinária;
  • Alterações da pele e cabelo;
  • Insônia e cansaço.



Chances de engravidar:


A mulher com menopausa precoce apresenta uma chance inferior a 10% de ser capaz de conceber. Suas chances aumentam em até 50% quando é realizada a implantação de óvulos de uma outra mulher no seu útero; a ovodoação. Após eles serem fertilizados em laboratório na técnica de Fertilização In Vitro (FIV).

A doadora deverá passar por um processo de indução da ovulação indicado para o bebê de proveta. Paralelamente, a receptora recebe hormônios que preparam o endométrio para receber os embriões. Enquanto os óvulos se desenvolvem na doadora, o endométrio da receptora fica mais espesso a cada dia. Quando os óvulos da doadora forem aspirados, parte deles serão encaminhados para a receptora, sendo fertilizados com o sêmen do próprio marido. A seguir os embriões são transferidos para cada uma das pacientes.




 Fontes:

 
 



Tudo sobre Gardnerella: Causas, Sintomas e Tratamentos





Gardnerella é uma bactéria comum na flora vaginal em mulheres na fase reprodutiva, atacando cerca de 80% das mulheres e homens sexualmente ativos!


A bactéria pode causar odor desagradável, bolhas na superfície, corrimento amarelado ou acinzentado e até coceira nas mulheres.

Período de incubação: de 2 a 21 dias.


Causas: A bactéria pode ser contraída pela pessoa está passando por uma situação de estresse, por ter outras infecções, DIU(em casos de mulheres)  e estarem grávidas (em casos de mulheres), relação sexual com parceiro infectado.



Sintomas:
  • Bolhas na superfíce da vagina
  • Odor
  • Corrimento amarelado ou branco-acinzentado
  • Dor no ato sexual
  • Coceira
  • Dor ao urinar
Há pacientes que não apresentam sintomas.




Tratamento: Se você apresentar os sintomas acima, procure um ginecologista, ele passará exame de cultura de secreção vaginal e diagnosticar o seu quadro e só assim ele fará o tratamento com medicamentos que ajudam a cessar a infecção.


Prevenção: Usar camisinha, reduzir o número de parceiros, ir ao ginecologista e fazer exames.




Fontes:
Site Brasil Escola: http://www.brasilescola.com/
Site Sempre Tops: http://www.sempretops.com/








Tudo sobre OVODOAÇÃO!  Tire suas dúvidas!




O que é a Ovodoação? Como é o processo? Posso ser doadora? Como fazer?


Quando um casal tem dificuldade para engravidar, primeiramente o casal tem que buscar auxílio dos tratamentos da reprodução humana e eles esperam em sair com um filho biológico, porém  em casos com falência ovariana e menopausa precose é necessário uma FIV com óvulos doados.

Ovodoação é fertilizar óvulos (doados) de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que não produzem óvulos ou que apresentam falência ovariana, mulheres com idade avançada ou portadoras de genes determinantes de doenças severas.

Nesse caso o óvulo da doadora são fertilizados com o sêmen do marido da Receptora e os embriões são transferidos para o útero da receptora.

Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de FIV. A ovodoação costuma ser compartilhada, a doadora também necessita realizar a FIV por algum tipo de infertilidade (que não seja falência ovariana), ela doará metade dos seus óvulos para uma receptora, o processo é anônimo.

As doadoras são selecionadas pela receptora e pela clínica de reprodução humana, com idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora (cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, tipo sanguíneo).

São realizados exames de triagens para infecções sexualmente transmissíveis (Hepatites, Sífilis, HIV e investigação dos cromossomos).

Há também as questões psicológicas, é preciso ter muito cuidado para que sejam evitados problemas futuros.


'A ovodoação é simplesmente uma história de amor compartilhado e realização de um sonho em mulheres que lutam pelo mesmo ideal! Pensem nisso!'


Fonte: http://planeamento-gravidez.blogspot.com.br/2009/01/o-que-ovodoao.html



Olá gente!!

Irei passar novamente  pelo exame HISTEROSSALPINGOGRAFIA!
Muita gente não conhece esse exame, pois muitos ginecologistas só solicitam este exame após 1 anos de tentativas sem sucesso!!

Então vamos tirar as nossas dúvidas?

A histerossalpingografia nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino.
É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil, sendo utilizado há praticamente um século. Apesar de tão antigo, ainda é o melhor para avaliar a anatomia das tubas uterinas, não existindo outro exame que possa nos dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura.


A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, inferir sobre sua função reprodutiva. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.

Cuidados ao realizar o exame:

A histerossalpingografia deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, previamente à ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, algo como entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.

Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.

Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!

Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou anti-espasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.

É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.

O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino. Seguindo estes cuidados, raramente há queixa de dor e o exame terá uma ótima qualidade, facilitando a interpretação do médico.



Porque será  que muitas mulheres engravidam após esse exame??

Os médicos dizem que é porque o contraste injetado no exame “força” passagem pelas trompas e isso pode “limpar” o caminho se tiver alguma obstrução leve, mas o objetivo do exame não é desobstruir as trompas, e sim “fotografá-la” para visualizar como elas estão.

A histero é o terror das mulheres, os relatos de quem passou pelo exame vão desde uma dor insuportável e até desmaios a um exame sem nenhuma dor.

A escolha do local para a realização do exame deve ser o primeiro cuidado a ser tomado, feito isso vem aquelas dicas para facilitar o exame e prevenir que ele seja dolorido: Para a mulher tomar laxante para esvaziar o intestino e tirar os gases facilitando o Raios X, tomar anti-inflamatório e um analgésico potente algumas horas antes do exame.

Tudo isso deve ser informado pela clínica quando o exame é marcado, mas assim que o médico solicita o exame já é bom saber o que tomar. Para o médico NÃO se usa pinça para "beliscar" o colo do útero, chamada Pozzie (leia Pozi), usar contraste aquecido, sonda maleável e fina. O contraste deve ser injetado bem devagar e em pequenos volumes de cada vez. Durante a injeção desse contraste na cavidade é que surge a tão temida dor que são cólicas, fortes, semelhantes às do período menstrual. Com esses cuidados ninguém sentirá dor, ao marcar o exame se informe na clínica qual é o método usado.

Então ele somente consegue avaliar e limpar obstrução leve nas trompas (se houver). Mas se na histero for diagnosticado algum problema mais sério de obstrução tubária, a videolaparoscopia será necessária e é esse o exame apropriado para fazer a desobstrução. Em casos de impermeabilidade devido a aderências nas paredes tubárias, a pressão do líquido radiopaco introduzido pode ser suficiente para desobstruir as trompas, razão pela qual algumas mulheres conseguem engravidar logo no primeiro ciclo menstrual após a realização do exame. Alguns dizem que 50 em cada 100 mulheres que realizam o exame engravidam logo no 1º ciclo depois do exame, outros falam até em 70 mulheres, depois disso as chances vão caindo...
O exame deve ser feito entre o 8º e o 10º dia do ciclo, para não ‘invadir’ o período fértil, e não trazer riscos de fazê-lo estando grávida, com a mulher em posição ginecológica e dura de 20 a 30 minutos.
Um lembrete importante é que se as trompas estiverem obstruídas não pode tomar indutor de ovulação (Indux, Clomid ou Serophene) pois o risco de gravidez ectópica é muito grande, o embrião fica “preso” nelas e não desce para o útero.


Os médicos recomendam uma abstinência sexual de 3 dias depois do exame e o sangramento depois dele pode durar uma semana, se passar disso informe seu médico, mas é possível também que ele só dure até o final do mesmo dia.


Cuidados ao realizar o exame:
  • A histero deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, antes da ovulação e logo após o término da menstruação.
  • Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.
    Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!
  • Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou antiespasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
  • É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
  • Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
  • Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
  • Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
  • O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino.


Vou fazer esse exame no próximo dia 30/08/12, a clínica me passou 02 rémedios para as dores do exame e algumas recomendações. Foram os seguintes:
  • Meticortem 20 mg (tomar 13 h antes do exame, tomar 7 h antes do exame e tomar 1 h antes do exame)
  • Loratadina 10 mg ou Clarilerg 10 mg (tomar 12 h antes do exame e tomar 1 h antes do exame)
  • Abstinência Sexual desde o 1º dia do ciclo até o dia do exame
  • Levar os seguintes exames: Preventivo atualizado e Cultura vaginal.
  • Não precisa fazer preparo intestinal.

Lembrando que cada clínica tem as suas recomendações!!
Espero que tenha esclarecido algumas dúvidas!!







Trombofilia ou hipercoagulabilidade é a propensão de desenvolver trombose (coágulos sanguíneos) devido a uma anomalia no sistema de coagulação. A trombofilia é uma condição relacionada à tendência do paciente para formação de coágulos (trombose). As pessoas podem herdá-la ou tê-la por causa de outra doença (Distúrbio adquirido). A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide é a causa mais comum do distúrbio adquirido. Complicações graves e com risco de vida podem surgir.


Na gravidez a trombofilia pode resultar em abortos, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, deslocamento precoce da placenta entre outras complicações. Os sinais de alerta são: perda fetal repetitiva (cerca de três vezes) no primeiro trimestre da gestação e histórico de complicações obstétricas (eclampsia ou trombose venosa profunda na perna). Porém, quando o problema é acompanhado e tratado, as chances de sucesso são de 90% e 94%. Caso contrário, os riscos são de 30% para complicações graves e 16% dos abortos por repetição estão relacionados diretamente com a ocorrência de trombofilias.



Em caso de diagnóstico positivo, a trombofilia é hereditária ou adquirida. A diferença é que a genética é conseqüência de mutações e/ou deficiência na produção de anticoagulantes naturais (Proteína C, Proteína S, Antitrombina) ou de substâncias sintéticas que influenciam na coagulação. Já a trombofilia adquirida pode ocorrer quando o paciente se torna obeso grave, diabético, sedentário ou passa por imobilização prolongada (viagem aérea com mais de 10 horas sem a movimentação adequada), uso de anticoncepcionais orais, reposição hormonal, câncer e alguns distúrbios da imunidade.


Quando se trata de gravidez, a trombofilia é um risco para a mãe e o bebê porque obstrui vasos sangüíneos que irrigam a placenta e levam sangue e nutrientes para o feto e estruturas importantes entre a mãe e o feto.

Boa parte das pacientes não apresenta qualquer episódio de trombose. Nesse caso, a doença se mostra em função das complicações na gravidez. Se algo parecido já tiver acontecido com alguém da família ou se a mulher apresentou quadro de trombose com uso de anticoncepcionais hormonais, a atenção deve ser redobrada.

Quando a mulher se descobre com o problema, além da preocupação com o tratamento, pensa logo em como será o parto e a amamentação. Em princípio as trombofilias não constituem indicação obrigatória de cesárea. No entanto, em virtude do risco de algumas complicações no final da gestação (pré-eclâmpsia e insuficiência placentária com óbito fetal repentino), a tendência é indicar a resolução da gestação tão logo se estabeleça a maturidade fetal, assim que o bebê apresente condição de sobrevida extra-uterina com riscos iguais ao de um recém-nascido cuja mãe não apresenta patologias.

A mulher com trombofilia pode e deve amamentar. Até porque não há risco de transmissão da doença, que não é contagiosa, mas transmitida ao longo da vida ou geneticamente e não obrigatoriamente de geração em geração.



A ocorrência independe do tipo de trombofilia. A freqüência das alterações é variável e baixa para a maioria das patologias. A ocorrência fica entre 0,02% a 8%, sendo a deficiência de antitrombina a menos comum e a mutação do Fator V de Leiden a mais comum. Em se tratando de grávidas, 0,5% a 4% das pacientes com trombofilias desenvolvem problemas na gestação.



No grupo de trombofilias adquiridas a síndrome dos anticorpos antifosfolípides (SAAF) é a de maior importância. Contudo, o fato do diagnóstico ser positivo não obriga que haja problemas na gravidez. Só 5% da população têm os anticorpos presentes quando realizados exames laboratoriais. Além disso, pessoas com lúpus apresentam SAAF associada em 34% a 42% dos casos. No que se refere à gestação e perdas gravídicas, cerca de 16% dos abortamentos de repetição estão relacionados com a doença, incidência que aumenta para 24% nas gestações obtidas por fertilização assistida.

As trombofilias de menor risco são a mutação do gene da protrombina e a hiperhomocisteinemia (aumento de cerca de três vezes do risco). A deficiência das proteínas C e S, assim como a mutação do Fator V de Leiden, têm aumento moderado do risco de trombose (5 a 10 vezes). A deficiência de antitrombina é a de maior risco.

 

Prefiro considerar a gestação portadora de Trombofilia como uma gravidez especial. Não só porque na maioria das vezes a gestação vem depois de duas perdas ou é primeiro filho. É que a fase deve ser monitorada com mais intensidade. Além disso, a rotina do pré-natal tem um detalhe a mais: todo dia a gestante aplica em si mesma uma injeção de heparina para evitar a formação de trombos e controlar a coagulação do sangue em níveis normais.Essa é uma das partes do tratamento para trombofilia na gravidez. Para quem jamais ouviu falar no problema, soa estranho. O fato é que a heparina ajuda na coagulação do sangue e é fundamental nesse processo. Esse tipo de tratamento começa antes mesmo da gravidez, prossegue durante toda a gestação e pode se estender até depois do parto.

São também altos os riscos de partos prematuros. Em geral, a interrupção da gravidez é tomada pelos médicos para assegurar a vida da criança e da mãe. Isso porque, sem o tratamento adequado, há 30% de chance de a gravidez não evoluir e culminar em aborto ou no nascimento do bebê com baixo peso e desenvolvimento corporal.

Para a mãe também há conseqüências. Ela pode sofrer uma trombose venosa profunda (mais freqüentemente na perna esquerda), um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, obstrução da artéria que irriga intestino, ou infarto do miocárdio ou tromboembolismo pulmonar. Esse risco para mãe trombofílica se estende durante todo o puerpério, o famoso resguardo de 44 dias.

Mesmo com o tratamento, a gravidez é de risco. A boa notícia é que, devidamente assistida, as chances de sucesso são de 90% a 94%. O primeiro passo para se chegar ao diagnóstico é uma boa conversa com o médico. Em seguida, vem a bateria de exames. Infelizmente, o custo dos exames utilizados no diagnóstico ainda é extremamente alto. Na rede privada, alguns exames ainda não são cobertos pelas operadoras de planos de saúde, o que não deixa de ser uma dificuldade para o diagnóstico. Outro problema é o alto custo das medicações, e o incômodo das injeções subcutâneas até duas vezes ao dia.
Tire suas dúvidas sobre a Trombofilia:


O que é Trombofilia?
Trombofilia, ou um estado de hipercoagulabilidade, é uma condição relacionada com o aumento da tendência de coagulação do sangue (trombose).
As pessoas podem herdá-la ou adquiri-la por causa de outra doença (uma desordem adquirida). Às vezes, complicações graves e com risco de vida podem surgir.


 
O que causa Trombofilia?
Causas hereditárias envolvem mutações em determinados genes, as pessoas herdam estes genes de seus pais. O mais comum é a mutação do fator V Leiden. Outros são uma mutação da protrombina, hiper-homocisteinemia, aumentando a atividade do fator VIII. Prothrom-bin é uma proteína de coagulação no sangue. Hiperhomocisteinemia quer dizer que não há muito do aminoácido homocisteína no sangue, o que está relacionado a não ter o suficiente de determinadas vitaminas. Outras doenças hereditárias raras incluem deficiência (não ter suficiente) da proteína C, proteína S e antitrombina III (outra proteína que ajuda a coagulação do sangue). Estes distúrbios estão frequentemente relacionados a complicações na gravidez. Síndrome do anticorpo é a causa mais comum de trombofilia adquirida. O Anticorpo Antifosfolípide é pensado para ser uma proteína anormal do sangue. A causa desta síndrome é desconhecida, mas ela não é contagiosa e é transmitida de pais para filhos.

Quais são os sintomas da Trombofilia?
O paciente pode referir a formação de coágulos sanguíneos nas veias (trombose venosa) ou artéria (trombose arterial). Coágulos venosos ocorrem mais freqüentemente em veias profundas das pernas e causam inchaço, dor, vermelhidão e calor na perna. A trombose arterial ocorre mais freqüentemente em vasos da cabeça, causando sintomas de acidente vascular cerebral (por exemplo, fala arrastada, paralisia, dormência, fraqueza, perda de visão, problemas de deglutição). Pessoas com síndrome do anticorpo antifosfolípide costumam ter muitos coágulos sanguíneos. A coagulação é geralmente relacionada a problemas com a gravidez (por exemplo, aborto espontâneo, parto pré-maturo) e ainda ter anticorpos antifosfolípides no sangue.

Como a Trombofilia é diagnosticada?
Para que o diagnóstico seja feito, o médico procura os distúrbios da coagulação, especialmente a formação de coágulos que ocorrem em pessoas com menos de 50 anos; a formação de coágulos repetidamente, sem uma causa óbvia; a formação de coágulos em lugares inusitados; coágulos durante ou após a gravidez; e a perda de um bebê durante a gravidez. O médico pedirá exames para descartar as doenças hereditárias e adquiridas. Geralmente, esses são exames de sangue (por exemplo, fator V Leiden, proteína C, proteína S, anticoagulante lúpico). Estudos de imagem podem ser utilizados para localizar coágulos. Por exemplo, a ultra-sonografia irá mostrar a formação de coágulos nas veias profundas da perna.

Como a Trombofilia é tratada?
Será prescrito um medicamento para diluir o sangue. As drogas mais comuns incluem a heparina (administrado por via intravenosa), a heparina de baixo peso molecular (administrado em injeções debaixo da pele) e varfarina (administrado por via oral). Se a trombofilia é causada por outra doença, como o lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatóide, a doença será tratada. Para hiperhomocisteinemia, vitaminas como o ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12 podem ser administradas.

O que se deve ou não se deve fazer no tratamento da trombofilia:
Lembre-se que pílulas de controle de natalidade oral podem causar um evento de coagulação. Você pode ter que evitar tomar estes comprimidos. Verifique com seu médico.
Pesquise a sua família a procura de casos de trombofilia.
Chame imediatamente o seu médico se você tiver inchaço de um de seus braços e pernas, falta de ar, ou sintomas de um derrame.
X NÃO fume. O tabaco pode aumentar suas chances de ter um distúrbio de coagulação.
X Não se esqueça que os medicamentos ao longo da vida serão necessários para diluir o sangue.



Anestesia e seus benefícios - Anestesia é o estado de total ausência de dor e outras sensações durante uma cirurgia, exame diagnóstico ou curativo por meio da administração ou inalação de medicamentos. Seus benefícios são: diminuição da ansiedade, da dor e da percepção do procedimento, além do conforto e segurança para realização de exames e procedimentos cirúrgicos.

Conheça os principais tipos de anestesia:
Geral – O paciente permanece inconsciente durante todo o procedimento, não tendo nenhuma percepção de dor, espaço ou movimentação.

Regional ou parcial – Apenas uma parte do corpo é anestesiada, podendo ser associada com sedação ou não. São exemplos de anestesia regional a peridural e a raquianestesia.
Sedação – Consiste na diminuição do nível de consciência, em que o paciente fica mais tranquilo e relaxado. Tem menor duração e é indicado para realizar procedimentos ou exames rápidos.
O tipo de anestesia, seus benefícios, riscos e alternativas devem ser discutidos previamente com o anestesiologista durante a avaliação pré-anestésica.




Avaliação pré-anestésica (APA) - A avaliação pré-anestésica tem como objetivos tornar o médico anestesiologista familiar ao paciente, esclarecer todas as suas dúvidas e prestar orientações quanto aos cuidados antes e após a anestesia. Neste momento o anestesista esclarece as dúvidas e avalia as condições de saúde do paciente, seus hábitos, alergias e uso de medicamentos, podendo também solicitar outros exames ou consultas com outros médicos especialistas. Com base nestas informações, o tipo de anestesia é definido em consenso com o paciente. A avaliação pré-anestésica pode ser realizada em consultório, antes da internação para a cirurgia, ou no próprio hospital, durante a internação, antes do procedimento cirúrgico.
No decorrer do procedimento, o tipo de anestesia pode ser modificado em virtude da condição clínica e evolução do paciente e mudança da técnica cirúrgica.


Termo de Consentimento Esclarecido para Anestesia e Sedação - O Termo é um documento que deve ser preenchido e assinado pelo paciente ou seu responsável após receber todas as informações deste folheto e durante a avaliação pré-anestésica para que a anestesia proposta possa ser realizada.

Anestesia tem riscos? - Os padrões de qualidade e segurança, a tecnologia avançada dos equipamentos e medicamentos aliados à capacitação dos médicos anestesiologistas, tornam raras as complicações. Evidentemente, como qualquer outro procedimento médico, existem fatores que impedem que o risco seja igual a zero. Estes riscos podem ser decorrentes não apenas da anestesia, mas também da cirurgia e da condição clínica do paciente. Podem ocorrer complicações respiratórias (falta de ar, queda da oxigenação do sangue), cardiovasculares (queda de pressão, arritmia cardíaca), alérgicas (reações na pele, inchaço dos olhos), entre outras. Entretanto, os anestesiologistas são médicos habilitados a agir rapidamente frente a estas ocorrências, permitindo um atendimento com qualidade e segurança.




Cuidados e recomendações antes da anestesia/ sedação:
• Na véspera, o paciente deve dormir cedo e não consumir bebidas alcoólicas e alimentação pesada;
• É recomendável parar de fumar o maior tempo possível antes da cirurgia/ anestesia;
• Não utilizar esmalte, lentes de contato e maquiagem; retirar jóias e eventuais próteses dentárias removíveis;
• Não interromper o uso de qualquer medicação, salvo a pedido médico;
• Levar ao hospital todos os exames que tenham sido solicitados pelo médico.
O jejum pré-operatório é de extrema importância para a segurança do paciente. Confira como deve ser realizado, de acordo com idade e tipo de alimento:

Idade Sólidos, Leite e Derivados Líquidos sem resíduos
< 6 meses 4 horas (leite materno) 2 horas
0-36 meses 6 horas (leite artificial/fórmula) 2 horas
> 36 meses/ adultos 8 horas (leite de origem animal e derivados) 2 horas (crianças) e 3 horas (adultos)
Líquidos sem resíduos: água, chá, gelatina, sucos sem polpa, sem açúcar e sem adoçante e que não seja de soja.
Cuidados e Recomendações após a anestesia/ sedação - Na maioria das vezes, o paciente é encaminhado para a Sala de Recuperação Pós-anestésica, onde será monitorado e acompanhado até que esteja acordado e em condições adequadas para receber alta. Alguns pacientes, que requeiram cuidados específicos, poderão ser encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou outra unidade crítica, onde serão acompanhados por uma equipe especializada.


Em caso de alta do hospital:
• O paciente deve ter um acompanhante durante e após a alta e, se possível, durante as próximas 24 horas;
• Sintomas, como tontura, sonolência e dor de garganta podem se manifestar, no entanto devem desaparecer em algumas horas;
• Não dirigir, operar máquinas, nem assinar documentos nas primeiras 24 horas;
• O retorno às atividades rotineiras deve ser estabelecido pelo cirurgião ou médico assistente.



Por alterações hormonais, a mulher pode ter períodos sem menstruação (amenorreia). Na presença de ciclos menstruais regulares, a mulher pode não ovular, pode ovular ovócitos imaturos ou ovócitos com alterações (morfológicas e/ou genéticas). Vários distúrbios hormonais contribuem para a disfunção ovulatória, como o excesso de prolactina, dos androgénios (ovário poliquístico), ou das hormonas tiroideias (doenças da tiróide). Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência ovárica prematura, situação em que o ovário deixa de produzir folículos (mulheres <35 anos). Nestes casos, a mulher deve efectuar teste genético para o X-frágil).


Síndrome do Ovário Policisticos: O ovário poliquístico  apresenta sinais e sintomas que levantam a sua suspeita, como obesidade, pilosidade aumentada, acne, irregularidades menstruais. No Ovário Policisticos, os quistos impedem a formação de ovócitos maduros ou mesmo a ovulação porque respondem aos níveis hormonais e crescem, ocupando o espaço livre necessário para o desenvolvimento do ovócito. O diagnóstico do Ovário Policisticos faz-se por ecografia e doseamentos hormonais dos androgénios (aumentados) e da 21-hidroxilase (se diminuída, pedir estudo das mutações do gene). A adolescente com Ovário Policisticos deve efectuar medicação inibidora dos androgénios, para não sofrer insuficiência prematura do ovário. Na idade de desejar engravidar, e se tal não ocorrer espontaneamente, após a paragem da medicação, a mulher deve efectuar laparoscopia para cauterizar os quistos. Nos casos ligeiros, basta medicação com análogos da GnRH.


Endometriose: A endometriose é também uma doença congénita, em que existem focos de endométrio (epitélio que reveste a cavidade uterina) espalhados em várias regiões do corpo (as zonas mais frequentes são os ovários, as trompas e a cavidade abdominal). Nesta doença, a mulher apresenta dores muito fortes antes da menstruação, durante a menstruação ou nas relações sexuais. Os focos ectópicos de endométrio surgem durante o desenvolvimento fetal. Não se sabe se é de causa genética ou se está ligado a factores tóxicos ambientais (ar, alimentos). A endometriose causa disfunção ovulatória porque os focos ectópicos respondem aos níveis hormonais como se fosse o endométrio uterino, desregulando o ovário. Por laparoscopia (celioscopia: endoscopia da cavidade abdominal), estes focos podem ser destruídos por coagulação. No caso de quistos endometriais do ovário (endometrioma), deve-se efectuar exérese cirúrgica conservadora. Se tal não for possível e a doença for bilateral, deve-se poupar um dos ovários e tentar supressão com medicação usando análogos da GnRH até se conseguir o bebê.



Obstrução Tubária: A obstrução das trompas deve-se geralmente a uma infecção genital, que é assintomática. Por vezes, a infecção das trompas causa uma inflamação aguda (salpingite) seguida de dilatação das trompas (hidrosalpinge) que obriga à sua remoção cirúrgica (salpingectomia). Evitam-se estas infecções com a monogamia de relação fiel e estável ou usando sempre preservativo se relação sexual fora de uma relação estável. Noutros casos, deve-se a laqueação das trompas como método anticonceptivo.


Muco Cervical Incompetente: A cavidade uterina encontra-se protegida pelo muco que reveste o colo uterino. Este muco cervical é também responsável pela limpeza e selecção dos espermatozóides. Se o muco cervical não for competente, os espermatozóides não conseguem penetrar na cavidade uterina.


Anomalias no Cariótipo: O cariótipo é a análise dos 46 cromossomas que todos nós possuímos nas células do corpo. Esta análise efectua-se nos leucócitos (glóbulos brancos) obtidos por punção venosa. A alteração do número ou da estrutura dos cromossomas está associado com insuficiência prematura do ovário, disfunção ovulatória, produção de ovócitos imaturos, produção de ovócitos morfológica e/ou geneticamente anormais, anomalias do desenvolvimento embrionário, falhas da implantação, abortamentos de repetição e anomalias fetais.


Patologias Uterinas: Fibromiomas. Os fibromas são tumores benignos do músculo liso (miométrio) do útero. Podem impedir a gravidez por ocupação de espaço e, se fizerem proeminência na cavidade uterina, dificultam a implantação e podem induzir abortamento.
Pólipos. São tumores benignos pediculados do endométrio. Causam frequentemente hemorragias, impedem a implantação devido a ocuparem espaço e a desencadearem inflamação, e podem induzir abortamento.
Hiperplasia benigna do endométrio. Por desregulação hormonal ou infecção crónica, o endométrio pode espessar de tal modo que impede a implantação ou induz abortamento.
Hipoplasia do endométrio. Se o endométrio não crescer (12-14 mm) na altura da implantação, a gravidez dificilmente poderá ocorrer. Deve-se a défices hormonais ou a mutações genéticas dos receptores das hormonas esteróides para a progesterona e os estrogénios.
Endometrite. As infecções silenciosas do endométrio são frequentes, sendo geralmente causadas por bactérias de transmissão sexual ou pós-curetagem (micoplasma, clamidea, listeria). Em casos menos frequentes, pode ser devida à infecção persistente pelo parasita protozoário toxoplasma ou pelo vírus do colo uterino HPV (vírus do papiloma humano). Estas infecções impedem a implantação e podem causar abortamento.
Sinéquias. São aderências (cicatrizes) do endométrio, geralmente secundárias a infecções genitais ou à curetagem (raspagem) do endométrio durante a interrupção voluntária da gravidez (IVG ou abortamento provocado). Dificultam a implantação e podem induzir abortamento.


Tumores Malignos: Os tumores malignos obrigam frequentemente à remoção cirúrgica do órgão, a quimioterapia (QT) e a radioterapia (RT). Quer a QT, quer a RT (se for pélvica), são agentes esterilizantes dos ovários. No caso dos tumores malignos atingirem os órgãos genitais, pode haver necessidade de remoção cirúrgica do útero (histerectomia), das trompas (salpingectomia) e/ou dos ovários (ooforectomia). A ooforectomia é também uma opção frequente no cancro da mama.


Malformações Anatómicas: Existem mulheres que nascem com malformações anatómicas congénitas dos órgãos genitais. Estas malformações são muito raras e variadas, indo desde a ausência total do órgão até variados graus de dismorfia da vagina, útero, trompas e/ou ovários. Em casos também muito raros, pode ocorrer mau desenvolvimento anatómico com ambiguidade sexual (intersexo).


Gravidez Ectópica: Quando a implantação e a gravidez ocorre na cavidade abdominal (se o ovócito fecundado cair da trompa para a cavidade abdominal) ou na trompa de Falópio, o tratamento obriga a IVG e excisão da trompa afectada. Por vezes, no caso da gravidez abdominal, pode haver necessidade de remoção cirúrgica do útero, QT e RT. Se a gravidez ectópica for recorrente (2 consecutivas), o casal deve recorrer a RMA, utilizando a técnica da fecundação in vitro (FIV) para evitar novos casos.


Interrupção Voluntária da gravidez: Sobretudo se efectuada por pessoal não-médico e fora de instalações hospitalares, o aborto provocado pode originar lesões graves do endométrio (sinéquias), infecções crónicas do endométrio (endometrite), infecções tubares (com obstrução das trompas) e perfuração uterina com histerectomia de urgência.


Abortos em repetição: Os abortamentos do primeiro trimestre (até às 12 semanas de gestação) são geralmente devidos a problemas genéticos parentais. Nestes casos incluem-se a idade avançada do ovário (após os 35 anos, a taxa de erros ovocitários aumenta), as anomalias do cariótipo (erros genéticos no ovócito ou no espermatozóide que causam um desenvolvimento embrionário deficiente; nesta situação, o abortamento é considerado uma defesa materna contra um produto inviável ou fortemente anómalo), as doenças da coagulação e as doenças auto-imunes. Noutros casos, os abortamentos devem-se a causas não genéticas, como as sinéquias do endométrio, os pólipos do endométrio, a fibromas que fazem procidência para a cavidade uterina, a infecção das trompas ou a endometrite.


Auto-anticorpos: As doenças auto-imunes são doenças genéticas em que o sistema imunológico da pessoa ataca o próprio organismo. Nestes casos, as secreções uterinas contêm um excesso de anticorpos que pode impedir a implantação. Um caso particular é o da mulher com anticorpos anti-espermatozóide, em que os anticorpos bloqueiam os espermatozóides, não os deixando fecundar o ovócito.


Causa desconhecida: Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis. Em muitos casos, existem anomalias genéticas dos ovócitos, para os quais não existem testes de detecção. Frequentemente, estes só se descobrem durante a fecundação in vitro, momento em que se podem observar os ovócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário. Podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhas da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais.

O casal com problemas de infertilidade deve consultar um especialista de Reprodução Medicamente Assistida (RMA), quer nas consultas de infertilidade dos hospitais públicos, quer nas clínicas privadas dessa especialidade.

















A relação sexual programada é a técnica mais simples utilizada para aumentar a fertilidade do casal. Após a avaliação do casal, em um ciclo natural ou após estimulação dos ovários com hormônios (devidamente monitorizado por ultrassonografias transvaginais) o casal é então orientado a ter relações sexuais, em especial no período de ovulação. O objetivo da técnica é garantir que os espermatozóides estejam nas trompas no momento da ovulação.




Da mesma maneira que as outras técnicas, a relação sexual programada deve ser indicada e acompanhada por um médico especialista. Com esse método é possível aumentar as chances de sucesso de gravidez, principalmente nos casos de pacientes que têm disfunção ovulatória.


Beijos!



A inseminação intrauterina (IIU), ou inseminação artificial, é uma técnica que consiste na injeção de espermatozóides selecionados diretamente no útero por ocasião de uma ovulação. Esse tratamento está indicado principalmente para casais em que na pesquisa da causa para sua infertilidade não encontramos grandes alterações, como por exemplo, mulheres que não ovulam corretamente, fator masculino leve ou moderado e nos casos de infertilidade sem causa aparente.





A inseminação pode ser realizada dentro do ciclo natural da mulher ou após a estimulação dos seus ovários com hormônios. A estimulação ovariana compreende o uso de drogas como o citrato de clomifeno, FSH ou hMG separadamente ou em associação para produzir os folículos destinados a ovulação.

Existem evidências que a IIU com estimulação ovariana resulta em taxas de sucesso maiores do que em ciclo não estimulados. Quando utilizamos ciclos estimulados às complicações mais frequentes são a gravidez múltipla e a síndrome de hiperestimulação ovariana.


Fertilização in vitro:

A fertilização in vitro, também chamada de FIV ou bebê de proveta, é uma técnica de reprodução medicamente assistida, que consiste na manipulação dos gametas no laboratório. Em uma primeira etapa, após estimulação dos ovários com hormônios, monitorizamos o desenvolvimento dos folículos ovarianos, onde esperamos colher os óvulos, período que dura em média dez dias. Em seguida, sob uma anestesia leve (sedação) colhemos esses óvulos, que serão imediatamente inseminados com os espermatozóides disponíveis. Após a fertilização, os embriões são acompanhados quanto ao seu desenvolvimento. No terceiro dia já é possível selecionar embriões para transferência ao útero materno.




Fertilização in vitro e a recuperação testicular de espermatozóides:
Em algumas situações, quando não há espermatozóides no ejaculado (azooespermia), é possível encontrá-los nos testículos. Existem várias técnicas de recuperação descritas, desenvolvidas para obtenção desses espermatozóides diretamente do testículo ou no epidídimo. Alguns exemplos:
  1. PESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Epidídimo
  2. TESA: Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Testículo
  3. TESE: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Testículo
  4. MESA: Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóides do Epidídimo

Fertilização in vitro com ICSI: O termo ICSI significa injeção dos espermatozoides diretamente no citoplasma do óvulo e é uma técnica usada para fertilizar o ovulo nos casos de fator masculino grave . Essa técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, onde é possível coletar um espermatózoide e introduzi-lo dentro do citoplasma de um óvulo através de uma agulha mais fina que um fio de cabelo.

Fertilização in vitro com assisted hatching: Assisted Hacthing é um procedimento executado pelo embriologista sob o microscópio e tem como finalidade abrir um orifício na zona pelúcida do embrião para facilitar a implantação do mesmo no útero.

Fertilização in vitro e doação / recepção de oócitos ou embriões: Nesta modalidade de tratamento os óvulos podem ser compartilhados entre doadora e receptora. A doadora se submete a todas as etapas da fertilização in vitro, como a estimulação dos ovários com hormônios e a coleta dos óvulos. Os óvulos obtidos poderão então ser usados pela doadora e por uma receptora, mulher que por algum motivo não pode produzir os seus próprios óvulos.
Esses óvulos serão então inseminados com os espermatozóides dos respectivos parceiros, e os embriões obtidos transferidos para o útero da doadora e da receptora.
Na modalidade de doação e recepção de embriões, o casal doador doa parte de seus embriões excedentes a outro casal, o casal receptor.

Fertilização in vitro e a cessão temporária do útero: Utilização do útero de outra mulher para receber os pré-embriões gerados por FIV ou ICSI com gametas dos pais biológicos, nos casos de ausência ou disfunções uterinas da mãe biológica.

Fertilização in vitro com diagnóstico genético pré-implantacional (PGD): É uma técnica que consiste em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização in vitro e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, tem por objetivo evitar doenças ligadas ao sexo, cromossomos, ou mesmo doenças gênicas.



Espero ter ajudado a tirar suas dúvidas sobre a FIV!
Beijos





A síndrome pré-menstrual (SPM), também designado por tensão pré-menstrual (TPM), é um termo usado para descrever uma vasta série de sintomas que afectam muitas mulheres durante a segunda metade do ciclo.

A SPM inclui toda uma série de sintomas e estima-se que até 75% das mulheres sofram um ou mais desses sintomas todos os meses. Esses sintomas podem incluir:

  • peito sensível
  • depressão
  • ansiedade
  • dores de cabeça
  • cansaço
  • irritabilidade e agressividade
  • abdómen inchado
  • desejo de certos alimentos
Os sintomas da SPM são mais notados por mulheres na casa dos 20 e 30 anos, embora todas as mulheres menstruadas sejam susceptíveis à SPM. Para a maioria das mulheres, os sintomas causam apenas dificuldades ou desconforto suave a moderado, embora a SPM possa ser grave em alguns casos. A isto chama-se transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).


O que causa a SPM?

Provavelmente, a SPM é a resposta do organismo à alteração dos níveis hormonais associada ao ciclo menstrual, embora ninguém saiba realmente a verdadeira causa. Também se pensa que a SPM pode ter a ver com alterações químicas no cérebro e que uma dieta pode ter algum impacto (sobretudo alimentos salgados e bebidas com cafeína).


Como posso saber se tenho SPM?
Há várias maneiras de diagnosticar a SPM, mas não há nenhum teste definitivo para tal. Existem também outros problemas médicos com sintomas semelhantes aos da SPM, pelo que deve consultar o seu médico para esclarecer quaisquer dúvidas que estejam a preocupá-la.

Para ajudá-la a si ou ao seu médico a diagnosticar a SPM, vale a pena manter um diário durante 3 ou 4 meses onde sejam anotados todos os sintomas físicos e mentais que possa ter sofrido, juntamente com as datas dos períodos menstruais. É útil tomar nota daquilo que sente no dia-a-dia. Após 3 ou 4 meses, é provável que consiga reconhecer um padrão de sintomas. Embora o padrão possa variar de ciclo para ciclo, as mulheres com SPM têm tendência a notar que os seus sintomas param muito rapidamente assim que o período menstrual se inicia. Outro padrão que pode ajudar o seu médico a diagnosticar a SPM é a ausência total de sintomas numa das semanas do ciclo.



O que posso fazer para aliviar os sintomas?

Há uma série de opções à sua disposição para aliviar os sintomas, mas pode ter de fazer algumas experiências e enganar-se algumas vezes, até encontrar o método ideal para o seu organismo.

Alguns dos procedimentos mais directos que têm mostrado ser uma boa ajuda, são beber muita água e fazer uma dieta equilibrada. É boa ideia ingerir muita fruta e vegetais frescos e reduzir a quantidade de sal, açúcar e alimentos processados. Muitas mulheres acham que evitando a cafeína (que entra na composição de chá, café e cola) e o álcool, quando têm SPM, podem reduzir alguns sintomas. Tomar suplementos de vitamina B6 e óleo de onagra tem sido igualmente sugerido como um meio possível de reduzir os sintomas do SPM.

Praticar exercício físico regular também pode ajudar, principalmente porque o exercício reduz o stress e a tensão e pode levantar z moral. Se sofre de SPM, verá que andar a pé, nadar e correr reduz os sintomas – experimente fazê-lo durante 30 minutos, 3 vezes por semana.

Se estas simples mudanças de estilo de vida não a ajudarem a gerir a SPM, o seu médico pode receitar-lhe a pílula contraceptiva que tem dado resultado. O seu médico pode também considerar outras terapêuticas hormonais e, no caso de SPM extremo, prescrever-lhe antidepressivos

Seja qual for a sua experiência com a SPM, é útil entender mais sobre os sintomas que a afectam e saber que sintomas são esses.